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Mercados

Petróleo oscila com reunião de Biden e aliados para pressionar Moscou

Presidente dos EUA participará de cúpulas para discutir mais sanções à Rússia; guerra se aproxima da marca de um mês

Petróleo subiu mais de 50% este ano, atingindo o nível mais alto desde 2008
Por Sharon Cho
24 de Março, 2022 | 09:08 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — O petróleo oscila à medida que os investidores ponderam sobre as ameaças ao abastecimento decorrentes da guerra de um mês na Ucrânia, e o presidente Joe Biden está pronto para enfrentar a crise em uma viagem importante à Europa que pode render mais sanções impostas à Rússia.

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A referência global petróleo Brent oscila ao redor de US$ 123 o barril. A Casa Branca e a União Europeia estão próximas de um acordo que visa reduzir a dependência da energia russa na região, embora o problema se concentre principalmente nos fluxos de gás natural. O petróleo subiu mais de 5% na quarta-feira (23) depois que os estoques dos Estados Unidos despencaram e um terminal de exportação do Mar Negro interrompeu os carregamentos após o mau tempo.

Embora muitos compradores estejam evitando o petróleo russo, principalmente ex-compradores europeus, os asiáticos podem entrar em cena para comprar barris com descontos. As refinarias de petróleo da China estão discretamente comprando petróleo russo barato, segundo os traders, e as processadoras da Índia também conseguiram alguns barris.

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Brent e WTI aumentaram mais de 50% neste trimestredfd

O petróleo subiu mais de 50% este ano, atingindo o nível mais alto desde 2008 no início deste mês, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia abalou os mercados globais de commodities. Embora os EUA e o Reino Unido já tenham providenciado a interrupção dos fluxos de petróleo russo, há maior relutância entre os membros da UE em fazer o mesmo, devido à maior dependência da região. O Grupo Trafigura projetou esta semana que os preços do petróleo devem continuar subindo, possivelmente chegando a US$ 150 o barril.

“O fluxo do petróleo bruto e dos produtos russos são o principal fator”, portanto o mercado está atento a possíveis novas sanções e autossanções, disse Paul Horsnell, chefe de pesquisa de commodities da Standard Chartered. A lacuna no mercado de diesel e a força nas margens de refino estão ajudando a sustentar o petróleo bruto em níveis mais altos, disse.

Preços:

  • O petróleo Brent para liquidação de maio subia 0,4%, chegando a US$ 122,10 o barril na ICE Futures Europe às 6h26 de Brasília.
  • O WTI para entrega em maio subiu 0,1%, chegando a US$ 114,78 o barril na Bolsa de Valores Mercantis de Nova York.

Nesta quinta-feira (24), em Bruxelas, Biden participará de cúpulas consecutivas com a OTAN, o G7 e a União Europeia. Então na sexta-feira (25), o presidente visitará a Polônia, que recebeu o maior número de refugiados ucranianos.

À medida que a guerra se desenrola, há uma vontade cada vez maior em ambos os lados de usar os suprimentos de energia russos como arma. Na quarta-feira, o presidente Vladimir Putin ordenou que o banco central do país desenvolvesse um mecanismo para forçar os clientes europeus a pagar pelo gás natural russo em rublos, estimulando um rali nos preços.

Os mercados de petróleo continuam em backwardation, um padrão bullish marcado por preços de curto prazo negociados acima dos de longo prazo. O spread imediato do Brent – a diferença entre seus dois contratos mais próximos – aumentou para US$ 3,84 o barril em backwardation – valor acima dos 41 centavos no início do ano.

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--Este texto foi traduzido por Bianca Carlos, localization specialist da Bloomberg Línea.

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