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Mercados

Futuros do NY apontam recuperação, mas bolsas asiáticas têm perdas

Os títulos do Tesouro dos EUA seguem instáveis apesar da recuperação após forte sell-off; dólar manteve ganhos, enquanto as moedas vinculadas a commodities se firmaram

Futuros do NY apontam recuperação, mas bolsas asiáticas têm perdas
Por Andreea Papuc
23 de Março, 2022 | 10:02 pm
Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg — As ações na Ásia abriram em baixa nesta quinta-feira com a recuperação das ações globais em suspensão e as commodities sendo afetadas em um mercado assolado por preocupações com a inflação e o impacto da guerra na Ucrânia. Os títulos do Tesouro dos EUA seguem instáveis apesar da recuperação após forte sell-off.

As ações caíram no Japão e na Coreia do Sul, mas permaneceram estáveis na Austrália. Já os futuros de Nova York subiram depois que o S&P 500 (SPX) apagou os ganhos da sessão anterior e o Nasdaq 100 (NDX), referência em tecnologia, caiu. No entanto, as ações chinesas negociadas nos EUA tiveram alta.

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O mercado de títulos do Tesouro dos EUA segue instável novamente, apesar da recuperação de perdas sem precedentes. Investidores de renda fixa voltaram ao mercado arrematando títulos de 20 anos e levando o rendimento de referência de 10 anos de volta para 2,3%. O dólar manteve ganhos, enquanto as moedas vinculadas a commodities se firmaram.

O petróleo voltou a subir para mais de US$ 115 o barril, conforme os EUA preparam mais sanções à Rússia já na quinta-feira. A extrema volatilidade nos mercados de commodities, causada pelo conflito e pela resposta global à crise, está minando a liquidez, de acordo com algumas das maiores tradings do mundo. O ouro ampliou os ganhos à medida que os investidores buscavam ativos considerados seguros.

Os mercados seguem instáveis enquanto autoridades do Federal Reserve sinalizam que não vão se esquivar de ações mais agressivas para domar a inflação mais rápida em quatro décadas. Os preços das commodities tiveram altas erráticas em meio a pressões de oferta e sanções, já que os ataques da Rússia à Ucrânia não mostram sinais de diminuir, e preocupações crescentes sobre o impacto na economia global deixam os investidores carentes de ativos defensivos. Uma rotação acentuada de investimentos em títulos para ações, que emergiu como um hedge de inflação, pode estar perdendo força.

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“Os mercados estão realmente se apegando a esses temas de curta duração e isso está causando um movimento significativo de preços”, disse Tracie McMillion, chefe de estratégia global de alocação de ativos do Wells Fargo Investment Institute, à Bloomberg Radio. “Achamos que, no curto prazo, provavelmente seremos capazes de evitar uma recessão, mas estamos ficando um pouco mais preocupados com 2023.”

Ela acrescentou que alguns investidores em ações podem estar vendo a postura mais dura do Fed em relação à inflação como positiva, pelo menos por enquanto.

Entre as últimas mensagens agressivas de autoridades do Fed, a presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, disse que um aumento de 50 pontos-base na taxa de juros e uma decisão de encolher o balanço podem ser justificados na próxima reunião de política monetária em maio. A presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, disse na quarta-feira que apoia os aumentos das taxas antecipado este ano.

“O Fed precisa aumentar sua munição”, disse Teresa Kong, gerente de portfólio da Matthews Asia, à Bloomberg Television. “O crescimento global geral será atenuado e eles precisam ser capazes de cortar as taxas mais tarde, caso isso tenha um efeito recessivo maior do que o esperado.”

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Enquanto isso, o governo Biden planeja restabelecer isenções das tarifas da era Trump em cerca de dois terços dos produtos chineses que receberam isenções anteriormente, a maioria das quais expirou até o final de 2020.

Os preços do gás na Europa oscilaram acentuadamente e o rublo (RUB) registrou seu maior ganho diário em anos depois que o presidente russo, Vladimir Putin, insistiu com planos de exigir que dezenas de países usem a moeda local para compras de gás natural.

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Aqui estão alguns eventos importantes desta semana:

  • O presidente dos EUA, Joe Biden, participa da cúpula de emergência da Otan em Bruxelas, na quinta-feira;
  • PMIs Markit da Zona Euro, quinta-feira;
  • Pedidos iniciais de seguro-desemprego nos EUA, bens duráveis nos EUA, quinta-feira;

Alguns dos principais movimentos nos mercados:

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Ações

  • Os futuros de S&P 500 (ESH2) subiam 0,1% às 10h em Tóquio (22h em Brasília). Na quarta, o S&P 500 (SPX) caiu 1,2%;
  • Os futuros do Nasdaq 100 (NQH2) subiam 0,2%. O Nasdaq 100 (NDX) caiu 1,4%;
  • O índice Topix (TOPIX), de Tóquio, caía 1,3%;
  • O S&P/ASX 200 da Austrália (AS51) subia 0,1%;
  • O índice Kospi (KOSPI), de Seul, caía 0,8%;
  • Os futuros do índice Hang Seng (HSI), do Hong Kong, caíam 0,5%;

Moedas

  • O iene japonês (JPY) operava a 121,14 por dólar;
  • O yuan offshore (CNH) operava a 6,3902 por dólar;
  • O Bloomberg Dollar Spot Index (DXY) operava estável%;
  • O euro (EUR) operava a US$ 1,1005;

Renda fixa

  • O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos subia um ponto básico a 2,30%;
  • O rendimento de 10 anos da Austrália caía oito pontos base para 2,70%;

Commodities

  • O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) era negociado a U$ 114,42 o barril, com alta de 0,4%;
  • O ouro era negociado a US$ 1.946,13 a onça.

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