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Internacional

Em meio a tensões, EUA e Filipinas fazem maior exercício militar em décadas

Exercícios acontecem enquanto autoridades chinesas alertam que os EUA estariam tentando construir o que chamam de versão Indo-Pacífico da OTAN

Fuerzas de EE.UU. abordan un avión
Por Bloomberg News e Andreo Calonzo
23 de Março, 2022 | 01:39 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Os Estados Unidos e as Filipinas pretendem realizar seus maiores exercícios militares em três décadas, à medida que as tensões crescem com a China, revivendo uma aliança que definhou nos últimos anos.

Cerca de 5.100 soldados americanos e 3.800 militares filipinos treinarão no país do Sudeste Asiático de 28 de março a 8 de abril, informou a embaixada dos EUA em comunicado. Serão realizados exercícios sobre segurança marítima, contraterrorismo e socorro em desastres, nesta que é a maior iteração de Balikatan, exercício militar mais proeminente entre as duas nações, que começou no ano de 1991.

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Os exercícios acontecem concomitantemente aos alertas das autoridades chinesas de que os EUA estariam tentando construir o que chamaram de uma versão Indo-Pacífico da OTAN, ecoando a justificativa de Vladimir Putin para invadir a Ucrânia. As Filipinas também protestaram repetidamente contra a crescente presença chinesa no Mar do Sul da China e arredores.

O tratado de defesa mútua EUA-Filipinas foi datado em 1951, logo após a ex-colônia americana se tornar totalmente independente. O presidente Rodrigo Duterte ameaçou acabar com a aliança ao melhorar os laços do país com a China, em direção ao encerramento do Acordo de Forças Visitantes, assinado em 1998, e que estabeleceu termos para exercícios conjuntos e o engajamento de tropas americanas nas Filipinas. Duterte restaurou o contrato no ano passado.

“Nossa aliança continua sendo uma fonte importante de força e estabilidade na região do Indo-Pacífico”, disse o general Jay Bargeron, comandante geral da 3ª Divisão de Fuzileiros Navais dos EUA, em comunicado.

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Os exercícios militares deste ano também marcam um retorno aos exercícios em grande escala que foram interrompidos pela pandemia de covid-19. No ano passado, menos de mil soldados dos EUA e das Filipinas participaram do treinamento.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin, disse a repórteres que não há tensão com as Filipinas, e que a China espera que as partes “não criem tensão artificialmente”, quando questionado sobre os exercícios durante uma coletiva de imprensa regular nesta quarta-feira (23).

“Não nos opomos a países relevantes na condução de exercícios militares em seu território, mas esperamos que o exercício militar não tenha como alvo terceiros e não faça nada que possa prejudicar a paz e a estabilidade regionais”, disse.

– Esta notícia foi traduzida por Melina Flynn, Content Producer da Bloomberg Línea.

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