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Atento: Minoritários pedem venda da gigante brasileira de call center

Grupo, que tem 9,1%, quer que a empresa seja vendida em um processo aberto e competitivo.

Minoritários pedem venda da gigante brasileira de call center Atento
Por Abhinav Ramnarayan
23 de Março, 2022 | 11:29 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Um grupo de acionistas minoritários liderados pelo fundo de hedge Kyma Capital, de Londres, e por Charles Frischer, que já foi diretor da Zephyr Management, aumentou a pressão sobre os controladores da gigante brasileira de call centers Atento (ATTO). Eles querem que a empresa seja vendida em um processo aberto e competitivo.

O grupo que detém 9,1% das ações em circulação da Atento enviou uma carta avisando que pretende indicar três membros independentes ao conselho de administração da Atento na assembleia de acionistas em maio “para garantir um processo de vendas completo e transparente”. A Bloomberg News teve acesso à carta.

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Há relatos de que a Atento contratou o Goldman Sachs (GS) avaliar alternativas, incluindo uma venda.

A companhia tem entre seus controladores a HPS Investment Partners e o fundo soberano de Cingapura, conhecido como GIC. O valor da empresa desabou nos últimos anos. A HPS se recusou a comentar a iniciativa dos acionistas minoritários. GIC e Atento não responderam às solicitações de comentário da reportagem.

A empresa de call centers foi criada pela espanhola Telefónica e depois comprada pela Bain Capital em 2012. A listagem em Nova York aconteceu em 2014. A Bain abriu mão de sua participação em uma transação polêmica — envolvendo o chamado empréstimo de pagamento em espécie (conhecido pela sigla em inglês PIK) — que pesou no desempenho da empresa.

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Esses empréstimos são normalmente usados para financiar transações em que o tomador do recurso aposta que o empreendimento crescerá a ponto de gerar dinheiro rápido o suficiente para superar o aumento constante do valor devido.

O plano da Bain ruiu entre 2018 e meados de 2020. A queda nas ações derrubou o valor de mercado da companhia para US$ 72 milhões — menos de um quinto do empréstimo de US$ 400 milhões. A Bain entregou sua participação de 63% a um grupo de credores liderados pela HPS.

Agora, o grupo de acionistas minoritários entende que a Diretoria Executiva da Atento tem feito um “excelente trabalho”, mas expressou receio em relação ao Conselho de Administração.

“Temos sérias preocupações em relação à direção do conselho de administração, especialmente dada a influência indevida que os três grandes controladores da área de private equity exercem sobre nossa empresa, inclusive por meio dos representantes que indicaram”, afirmou a carta.

O diretor de investimentos da Kyma, Akshay Shah, confirmou que a carta será submetida esta semana à comissão de valores mobiliários dos EUA, como parte da documentação sobre a participação na Atento.

O grupo afirma na carta que, quando atingir 10% das ações em circulação, pretende invocar a legislação de Luxemburgo para solicitar formalmente informações sobre decisões específicas de gestão a fim de aumentar a pressão sobre o Conselho de Administração.

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