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Bolsas reduzem ritmo de alta e taxas sobem após fala de Powell

Ibovespa acompanhou o movimento de Wall Street e passou a ter ganhos mais modestos, também com a expectativa de decisão de política monetária no Brasil

Bolsas reduzem ritmo de alta e taxas sobem após fala de Powell
16 de Março, 2022 | 03:59 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg Línea — Os mercados de ações reduziram o ritmo de alta e os rendimentos dos Treasuries subiram após o Federal Reserve subir os juros pela primeira vez desde 2018 e sinalizar uma série de aumento nas taxas dos Fed funds nos próximos meses.

  • O índice S&P 500 (SPX), que subia mais de 1% com a expectativa de avanço nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, passou a ter alta de 0,6% poucos minutos após a decisão. O índice subia 0,2% perto das 14h37 em Nova York (15h37 em Brasília;
  • No mercado de Treasuries as maiores altas nas taxas foram dos papéis mais curtos, com o rendimento dos títulos de cinco anos saltando 13 pontos básicos para 2,24% e ficando acima do referencial de dez anos, de 2,23% com alta de oitos pontos básicos no dia;
  • No Brasil, o Ibovespa acompanhou o movimento de Wall Street e passou a ter ganhos mais modestos, também com a expectativa de decisão de política monetária do Banco Central brasileiro depois das 18h30. O Ibovespa tinha alta de 0,5% às 15h37 (horário de Brasília).
  • O dólar chegou a diminuir a desvalorização em relação ao real logo depois da decisão do Fed, mas recuperou o movimento de baixa visto pela manhã. Às 14h37, a moeda americana era negociada a R$ 5,10, com queda de 1%.

O presidente do Fed, Jerome Powell, disse que uma novas altas de juros serão razoáveis no futuro e admitiu que a inflação deve levar mais tempo que o esperado para chegar na meta esperada. Powell disse ainda que a guerra na Ucrânia elevou as pressões inflacionárias e que a alta dos preços de energia está puxando inflação. Ele admitiu que problemas nas cadeias produtivas se mostraram mais duradouros do que o previsto, mas que a probabilidade de uma recessão não é alta. ”Todos os indicadores apontam para uma economia forte. A expectativa ainda é que a inflação desacelere no segundo semestre, mas ainda se mantendo alta”, disse.

Uma proposta ucraniana de se tornar um país neutro, mas manter suas próprias forças armadas “poderia ser vista como um certo tipo de compromisso”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, na quarta-feira, alimentando o otimismo de que uma solução negociada pode ser possível. Mais cedo, a China prometeu políticas para estimular o crescimento econômico e impulsionar seus mercados financeiros.

(Com informações de Bloomberg News)

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Kariny Leal

Kariny Leal

Jornalista carioca, formada pela UFRJ, especializada em cobertura econômica e em tempo real, com passagens pela Bloomberg News e Forbes Brasil. Kariny cobre o mercado financeiro e a economia brasileira para a Bloomberg Línea.

Toni Sciarretta

Toni Sciarretta

News director da Bloomberg Línea no Brasil. Jornalista com mais de 20 anos de experiência na cobertura diária de finanças, mercados e empresas abertas. Trabalhou no Valor Econômico e na Folha de S.Paulo. Foi bolsista do programa de jornalismo da Universidade de Michigan.

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