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Negócios

Concorrente da Vale, Rio Tinto encerra parceria de alumínio na Rússia

Companhia com sede em Londres opera a joint venture Queensland Alumina com a Rusal, que detém uma participação de 20%.

Aluminio
Por James Thornhill
10 de Março, 2022 | 10:26 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A Rio Tinto se juntou às multinacionais que estão abandonando a Rússia após a invasão da Ucrânia. A mineradora colocou em xeque o destino de sua joint venture com a United Co. Rusal International, sediada em Moscou.

“A Rio Tinto está encerrando todas as relações comerciais que mantém com qualquer empresa russa”, afirmou um porta-voz em comunicado nesta quinta-feira.

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A companhia com sede em Londres opera a joint venture Queensland Alumina com a Rusal, que detém uma participação de 20%. A Rio Tinto está avaliando alternativas em relação à parceria com a Rusal, mas na semana passada afirmou ter as “estruturas apropriadas” para garantir que as operações da Queensland Alumina não fossem interrompidas.

Diversas companhias globais estão rompendo laços com a Rússia. A Amazon.com anunciou na terça-feira que parou de enviar produtos vendidos em seu website de varejo para clientes na Rússia, enquanto a McDonald’s fechou temporariamente todas as suas 850 lanchonetes no país. Petrolíferas como Shell, BP e Exxon Mobil também estão abandonando operações por lá.

A Rio Tinto não tem ativos operacionais nem funcionários na Rússia ou Ucrânia. Suas ações desabaram 7,7% no fechamento do pregão em Sydney.

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Caso o abastecimento pela Queensland Alumina diminua, o anúncio sobre a Rusal pode intensificar a crise no mercado de alumínio, onde os preços já estão em níveis recordes.

A Rússia é uma das maiores produtoras de alumínio excluindo a China. A produção do país já estava pressionada porque a Rusal suspendeu o escoamento a partir de uma planta de alumina na Ucrânia, que fornecia matéria-prima para fundições na Rússia. O mercado de alumínio pode perder 900.000 toneladas anuais de produção caso a unidade da Ucrânia permaneça fechada por período prolongado, estimam analistas do Goldman Sachs Group.

Enquanto isso, a dona de 57% da Rusal, chamada En+ Group International, estuda transferir suas operações internacionais para uma nova empresa, que não teria propriedade russa, segundo pessoas familiarizadas com o assunto. O bilionário Oleg Deripaska é o acionista majoritário da EN+ e foi o fundador da Rusal na década de 1990. Ele está sujeito a sanções dos EUA desde 2018.

Isolamento de Putin

A Rio Tinto teria dificuldades para parar de usar produtos da Rússia em sua operação de cobre Oyu Tolgoi, na Mongólia, disse Bold Baatar, responsável pela área de cobre do grupo, durante uma conferência em Houston na quarta-feira, segundo reportagem da Reuters.

O mais recente anúncio da Rio Tinto provavelmente não terá impacto substancial em seus resultados financeiros, mas é bem-vindo, afirmou Dan Gocher, diretor de clima e meio ambiente do grupo de defesa de acionistas Australasian Center for Corporate Responsibility.

“Administrar esses tipos de sanções e bloqueios econômicos é a única maneira de isolarmos o presidente Putin”, disse Gocher. “Sabemos que ele recebe enorme apoio dos oligarcas e das empresas que o cercam e a Rusal é definitivamente uma delas.”

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