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Negócios

Vai faltar titânio com a guerra? Embraer corre para garantir estoques

Fabricante de jatos revela impactos do conflito entre Rússia e Ucrânia em seus negócios

Companhia de São José dos Campos (SP) suspende fornecimento de peças, manutenção e suporte a clientes em região afetada pela guerra
09 de Março, 2022 | 09:56 am
Tempo de leitura: 1 minuto

São Paulo — A Embraer (EMBR3) começou a procurar fontes alternativas de fornecimento de titânio, matéria-prima de suas aeronaves, temendo um cenário de escassez a longo prazo, após vencimento de contratos, devido aos efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia. O conflito já levou a companhia a suspender fornecimento de peças e manutenção.

Por enquanto, a companhia diz ter “forte posição de seus estoques” por conta da existência de contratos de fornecimento desse material com empresas em outros países.

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“A companhia continuará a monitorar sua cadeia de suprimentos e a buscar fontes alternativas de fornecimento de titânio”, comentou a companhia, em comunicado enviado nesta quarta-feira (9) à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

A Embraer acrescentou que, em cumprimento às sanções impostas à Rússia, a Belarus e a certas regiões da Ucrânia, suspendeu o fornecimento de peças, manutenção e suporte técnico a clientes afetados por referidas sanções.

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A empresa minimizou o risco de faltar titânio no curto prazo. “Não há uma preocupação imediata com a disponibilidade de titânio em sua cadeia de suprimentos, tendo em vista a forte posição de seus estoques no momento, bem como a existência de contratos de fornecimento desse material com empresas em outros países. A companhia continuará a monitorar sua cadeia de suprimentos e a buscar fontes alternativas de fornecimento de titânio”, reforçou a Embraer.

Os clientes da companhia, como empresas aéreas, estão a cada dia mais preocupadas com as perspectivas do setor, ainda não totalmente recuperadas das perdas acumuladas durante dois anos de pandemia da covid. Com o prolongamento do conflito bélico, a indústria mundial da aviação também sofre com a disparada do preço do petróleo, que impacta os custos com combustíveis (querosene da aviação). Desde o ataque da Rússia à Ucrânia no mês passado, as ações das companhias aéreas estão entre as maiores baixas das bolsas pelo mundo.

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Sérgio Ripardo

Sérgio Ripardo

Jornalista brasileiro com mais de 25 anos de experiência, com passagem por sites de alcance nacional como Folha e R7, cobrindo indicadores econômicos, mercado financeiro e companhias abertas.

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