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Internacional

Farmácias de Hong Kong ficam sem remédios para gripe

Escassez de medicamentos comuns ressalta a angústia que tomou conta da cidade diante de seu maior surto de coronavírus de todos os tempos

As autoridades não descartaram totalmente um bloqueio durante um período planejado de testes obrigatórios em toda a cidade
Por Sarah Zheng
28 de Fevereiro, 2022 | 08:48 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — As farmácias de Hong Kong estão ficando sem remédios para gripe e resfriado, após moradores passarem a estocar suprimentos essenciais para enfrentar possíveis bloqueios em uma cidade sobrecarregada por casos recordes de covid-19 e mortes crescentes.

Houve uma corrida ao Panadol, uma marca popular do analgésico paracetamol, e a droga estava indisponível nesta segunda-feira em redes locais, incluindo Watsons e Mannings, bem como na plataforma de compras online HKTVMall. Outros medicamentos como Mucinex, Fluimucil e Fortune Coltalin também estavam em falta.

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A escassez de medicamentos comuns ressalta a angústia que tomou conta da cidade de 7,4 milhões de pessoas diante de seu maior surto de coronavírus de todos os tempos. Hong Kong registrou mais de 34.000 casos na segunda-feira, seus hospitais estão inundados e os necrotérios da cidade estão quase cheios, com corpos daqueles que morreram de covid deixados em alas de emergência e corredores.

Veja mais: Hong Kong: Pequim apoia lockdown com piora da pandemia na cidade

A Watsons, uma unidade da CK Hutchison Holdings, disse ter visto um “aumento significativo na demanda” por Panadol, produtos para resfriado e gripe e kits de teste rápido desde a semana passada. A rede acrescentou em um comunicado enviado por e-mail que trabalharia com fornecedores para atender à demanda e que os preços permaneceriam inalterados por enquanto. A Mannings, controlada pela Jardine Matheson Holdings Ltd., não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Bloomberg News.

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A cidade registrou 26.026 novos casos no domingo e 83 mortes.

As autoridades não descartaram totalmente um bloqueio durante um período planejado de testes obrigatórios em toda a cidade, informou a Rádio Comercial de Hong Kong, citando Sophia Chan, secretária de alimentação e saúde. A perspectiva de aumentar as restrições - uma possibilidade que foi descartada pela presidente-executiva Carrie Lam em várias ocasiões - levou muitos moradores a fazer fila nos supermercados para acumular provisões.

O conselheiro de pandemia do governo, David Hui, também instou os moradores a estocar suprimentos médicos, como Panadol e kits de teste rápido, caso precisem se isolar em casa, informou o South China Morning Post.

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