Internacional

BCE será flexível na retirada de estímulo com crise na Ucrânia

Comentários do membro do Conselho aumentou a incerteza sobre o próximo passo

Espera-se que o BCE esboce seu próximo passo em reunião de 10 de março, quando ele diz que avaliará as “consequências indiretas” das tensões geopolíticas sobre a inflação
Por William Horobin
23 de Fevereiro, 2022 | 03:07 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — O agravamento da crise na Ucrânia significa que o Banco Central Europeu colocará ainda mais ênfase em flexibilidade e opções do banco enquanto retira medidas de estímulo e segue para o aumento das taxas de juros, disse o membro do Conselho do BCE, François Villeroy de Galhau.

Os comentários de Villeroy, que não detalhou as possíveis escolhas políticas, aumentam a incerteza sobre o próximo passo do BCE depois que ele e outros membros já se recusaram a se comprometer com um cronograma claro para aumentos de juros. Villeroy disse que, embora as compras líquidas de ativos possam terminar no terceiro trimestre, o BCE mantém a “opcionalidade” para levar mais tempo para decidir quando aumentar os custos dos empréstimos.

Ele também enfatizou repetidamente que o BCE poderia manter “flexibilidade” para comprar quantidades variadas de títulos de diferentes países – algo que fez durante a pandemia de covid-19 para garantir condições de financiamento favoráveis.

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“Obviamente, estamos monitorando de perto os desenvolvimentos geopolíticos e suas possíveis implicações econômicas e financeiras”, disse Villeroy nesta quarta-feira (23), de acordo com comentários preparados para discurso em conferência da Eurofi. “Seremos guiados pelos fatos: mais do que nunca, opcionalidade – sobre a postura monetária correta – e flexibilidade – para garantir a transmissão monetária correta – são os dois nomes do jogo para nossa política.”

Espera-se que o BCE esboce seu próximo passo em reunião de 10 de março, quando Villeroy diz que avaliará as “consequências indiretas” das tensões geopolíticas sobre a inflação e o crescimento. As sanções contra a Rússia e a perspectiva de mais pressão ascendente sobre os preços da energia estão adicionando complexidade a essa avaliação e aos esforços do BCE para conter a inflação crescente sem prejudicar a recuperação econômica.

Os mercados estão atualmente precificando aumento do BCE em outubro.

Os EUA, a União Europeia e o Reino Unido estabeleceram sanções contra a Rússia após o presidente Vladimir Putin reconhecer duas repúblicas no leste da Ucrânia e garantir o envio de tropas para as regiões. O Kremlin insistiu que a Rússia não tem planos para uma invasão em grande escala.

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