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Internacional

Doping de patinadora da Rússia antes das Olimpíadas é confirmado

Atleta de 15 anos de idade testou positivo para trimetazidina em 25 de dezembro, no Campeonato Russo de Patinação Artística

Patinadora russa Kamila Valieva testou positivo para trimetazidina em 25 de dezembro
Por Bloomberg News
11 de Fevereiro, 2022 | 09:19 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A patinadora russa Kamila Valieva testou positivo para uma substância proibida antes dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, de acordo com a Agência Internacional de Testes (ITA, na sigla em inglês). O resultado só veio à tona depois que ela ajudou a Rússia a vencer a competição de patinação artística por equipes.

Em uma amostra coletada em 25 de dezembro no Campeonato Russo de Patinação Artística, Valieva testou positivo para trimetazidina, informou a ITA nesta sexta-feira. A droga é normalmente usada para tratar dor no peito e vertigem, mas também pode aumentar a resistência.

Os resultados foram divulgados por um laboratório sueco em 8 de fevereiro, depois que a equipe russa ficou em primeiro lugar, mas antes da entrega de medalhas.

A cerimônia de entrega da medalha não acontecerá até que a União Internacional de Patinação (ISU, na sigla em inglês) finalize os resultados da competição, e isso não acontecerá até que o caso seja resolvido. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, seguidos pelo Japão e Canadá.

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A agência antidoping russa suspendeu Valieva temporariamente depois de saber dos resultados, mas a reintegrou em 9 de fevereiro. Tanto o Comitê Olímpico Internacional quanto a ISU estão apelando dessa decisão ao Tribunal Arbitral do Esporte, que determinará se Valieva pode continuar a competir em Pequim. Seu próximo evento é patinação individual, em 15 de fevereiro.

Veja mais: Olimpíadas de Inverno: veja os brasileiros que vão disputar os Jogos

O Comitê Olímpico Russo disse que Valieva tem o direito de treinar e competir até que o tribunal decida o contrário, informou a agência de notícias AFP.

Valieva tem 15 anos de idade e, portanto, sob as regras de doping, seu nome normalmente não seria divulgado nas investigações, afirmou a ITA em seu comunicado. A organização, contudo, sentiu que era necessário divulgá-lo, já que vários relatos da mídia nos últimos dias a nomearam.

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O porta-voz do COI, Mark Adams, se recusou a fazer comentários detalhados na sexta-feira, citando o caso em andamento.

“Temos 100% de política contra o doping e certamente vamos perseguir todos os casos de doping até o fim”, disse ele. “Mas neste caso específico é um caso ativo e estamos esperando que seja totalmente visto até o fim.”

-- Com o auxílio de Claire Che.

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