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Melhor ação de Buffett em 2021 foi do banco que ele estava resgatando

As ações da Wells Fargo (WFC) renderam um retorno total de 61% no ano passado.

As ações do Wells Fargo foram classificadas como a melhor escolha da Berkshire no ano passado
Por Katherine Chiglinsky e Hannah Levitt
10 de Fevereiro, 2022 | 05:01 pm
Tempo de leitura: 3 minutos
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Bloomberg — Sabe qual foi a ação de Warren Buffett com melhor desempenho no ano passado? Uma que ele está descartando.

As ações da Wells Fargo (WFC) renderam um retorno total de 61% no ano passado, superando todas as outras empresas listadas na divulgação mais recente do portfólio da Berkshire Hathaway (BRK/A), em 30 de setembro, segundo dados compilados pela Bloomberg. O banco superou o desempenho das duas maiores apostas do conglomerado, Apple (AAPL) e Bank of America (BAC).

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A Berkshire, de Buffett, dará aos investidores uma visão atualizada de suas participações nos próximos dias. Seus registros já mostram que a recuperação do Wells Fargo foi em grande parte uma oportunidade perdida. Durante anos, o banco com sede em São Francisco foi classificado como a maior aposta de ações por valor de mercado na carteira de ações da Berkshire e era elogiado com frequência pelo próprio bilionário. Mas enquanto o banco lutava para resolver os escândalos, a Berkshire reduziu seu investimento para cerca de 675 mil ações até setembro, de 323 milhões de ações no final de 2019.

As ações do Wells Fargo decolaram no ano passado em meio a sinais de que Charlie Scharf está sendo bem sucedido em seus esforços para reverter a situação do banco. O CEO e sua equipe superaram alguns obstáculos regulatórios importantes e o lucro do ano inteiro aumentou mais de 10 vezes depois de cair drasticamente em 2020. Embora o Wells Fargo também tenha tido o que chamou de “contratempos” com os reguladores, foi o terceiro melhor desempenho no KBW Bank Index dos 24 principais credores dos Estados Unidos em 2021, após a pior classificação um ano antes.

“Pela primeira vez em muito tempo, o Wells começou a ter bons resultados”, disse Kyle Sanders, analista da Edward Jones, que recomenda comprar as ações desde 2018. “Há um maior senso de urgência para lidar com questões regulatórias, e eles disseram que iriam cortar custos e despesas – e o fizeram.”

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Esse progresso veio muito devagar para Buffett. Sua retirada do banco começou em 2017, um ano após o início dos escândalos, e depois se acelerou durante a pandemia. A redução provavelmente reflete que a Berkshire está repensando sua exposição bancária em meio às consequências da covid-19 e uma mudança para o Bank of America, em parte devido à frustração com o ritmo do processo de limpeza do Wells Fargo, disse David Kass, professor de finanças da Escola de Negócios Robert H. Smith, da Universidade de Maryland,.

Buffett tem “padrões éticos muito elevados” quando se trata de escolhas de ações, disse Kass.

Buffett também sugeriu outras considerações. Quando o Wells Fargo estava procurando um novo CEO em 2019, ele alertou o credor para não escolher alguém de Wall Street. Seu conselho escolheu Scharf, que anteriormente dirigia o Bank of New York Mellon, que trabalhou com Jamie Dimon no JPMorgan (JPM). Charlie Munger, sócio de longa data de Buffett e vice-presidente da Berkshire, mais tarde criticou Scharf por planejar administrar o Banco com sede em São Francisco estando em Nova York.

O Wells Fargo se recusou a comentar. A Berkshire, com sede em Omaha, Nebraska, não respondeu a uma mensagem pedindo comentários, enviada ao assistente de Buffett.

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A Berkshire se afastou de várias empresas financeiras após a erupção da pandemia, cortando participações no Goldman Sachs (GS) e no JPMorgan (JPM). Sua exposição a bancos, seguradoras e outras empresas financeiras caiu para cerca de 26% com base no custo no final de setembro, de aproximadamente 37% no final de 2019, antes da crise da covid-19.

Embora as ações da Wells Fargo tenham tido os maiores ganhos entre o portfólio de ações ordinárias da Berkshire, elas tiveram um pequeno impacto para o conglomerado. Se seu investimento no banco permanecesse inalterado desde setembro, a participação da Berkshire no Wells Fargo valeria US$ 32,4 milhões no final de 2021. O retorno total das ações da Apple de quase 35% no ano passado, entretanto, deu à participação da Berkshire um valor de US$ 157,5 bilhões.

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O Bank of America continuou sendo o segundo maior investimento em ações ordinárias da Berkshire em setembro, e as ações tiveram um retorno de quase 50% no ano passado. Buffett expressou sua admiração pelo CEO do banco, Brian Moynihan, chamando-o de “o executivo bancário mais subestimado do país”.

Geralmente, Buffett “gosta de finanças, ele gosta de bancos, ele entende bem”, disse Kass. “E ele transferiu sua lealdade, em termos de perspectiva de investimento, para o Bank of America.”

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– Esta notícia foi traduzida por Marcelle Castro, localization specialist da Bloomberg Línea.

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