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Fintech de infraestrutura R2 capta US$ 5,9 milhões em rodada Seed

Startup oferece serviço para garantir crédito para PMEs por meio de plataformas como Rappi, Clip e Kushki

Cofundadores da R2: Roger Larach e Roger Teran
03 de Fevereiro, 2022 | 02:00 pm
Tempo de leitura: 3 minutos

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Novata fintech da América Latina, a R2 anunciou nesta quinta-feira (3) que recebeu uma rodada Seed de US$ 5,9 milhões liderada pela General Catalyst. O Family Office 166 2nd e o Y Combinator também participaram do aporte.

Os empresários Roger Larach e Roger Teran são da América Central e decidiram fundar a startup para ajudar pequenas e médias empresas na América Latina a acessarem capital. Hondurenho, Larach é o CEO da R2. Ele vem de uma família de empresários e diz que notou como foi difícil para as PMEs obterem crédito, especialmente quando a pandemia atingiu essas empresas.

“Vimos muitas pequenas e médias empresas indo para o online, o uso de dinheiro diminuiu 35% na região e mais de 10 milhões de consumidores fizeram sua primeira compra online. As PMEs da América Latina estão online por meio de diferentes plataformas, como Rappi, iFood, e todas essas plataformas que processam as vendas para eles têm muitos dados”, diz.

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A ideia dos “Rogers” foi resolver o déficit de crédito na América Latina, aproveitando os dados de transações que esses marketplaces possuem. Teran tem formação em ciência de dados e é o Chief Data Officer da startup, enquanto Larach tem experiência em finanças. Antes do R2, ele trabalhou no banco digital unicórnio da Argentina Ualá e tem experiência com M&A em Nova York.

R2 participou de uma turma do Y Combinator no ano passado. Agora, os rendimentos da rodada Seed ajudarão a empresa a construir a equipe. A fintech diz que é uma empresa “multilatina” desde o primeiro dia. Possui times distribuídos pelas Américas, com o chefe de finanças em Nova York, engenheiros no Uruguai, além de equipes no Chile, Colômbia, México, Argentina e Brasil. O time de engenheiros, cientistas de dados e especialistas em crédito traz experiência de empresas como Google, Mercado Livre, Ualá, Uber, J.P. Morgan, McKinsey e Xapo. Larach espera que uma escala regional ajude a construir o negócio com um custo de capital menor.

Empréstimo como serviço

A ferramenta da R2 funciona como uma infraestrutura de empréstimo incorporada. Fornece a infraestrutura por trás de plataformas como a gigante de entregas Rappi, no Equador, a fintech Kushki, na Colômbia, e o unicórnio de maquininhas Clip, a versão mexicana da Stone.

Essas plataformas podem fornecer crédito para os comerciantes, enquanto o R2 cuida da oferta de empréstimo, autenticação, conformidade e cobranças. “Nós desembolsamos o capital e a plataforma fornece financiamento para pequenas e médias empresas com nossa ferramenta, por isso somos um provedor de empréstimos como serviço.”

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A R2 permite que as empresas se tornem provedores de capital, começando com empréstimos, mas também está implantando o modelo B2B Buy Now, Pay Later (como se fosse um boleto parcelado) nas plataformas de cobrança. No futuro, a startup quer agregar mais produtos de crédito.

O empréstimo que a fintech oferece é um financiamento baseado em receita. “As plataformas têm dados, clientes e o dinheiro das vendas, então estamos levando uma porcentagem dessas vendas para as cobranças.”

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Os players de infraestrutura de fintech na América Latina estão em alta no momento. A argentina Pomelo, por exemplo, recentemente captou US$ 35 milhões da Tiger Global. A Pomelo foca na emissão de cartões para qualquer empresa, incorporando serviços financeiros através de uma API construindo contas digitais.

Já a R2 se concentra em empréstimos. “As PMEs precisam de capital, não precisam de cartão”, diz Larach.

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Enquanto no Brasil as fintechs de crédito, como a Creditas, costumam captar recursos dos FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios), a R2 capta dívidas de Family Offices e investidores em ações para conceder os empréstimos.

Até agora, a fintech diz que financiou mais de 700 pequenas empresas na América Latina em várias plataformas. “Queremos financiar centenas de pequenas e médias empresas todos os meses, permitir que qualquer plataforma se integre a nós e queremos continuar construindo uma equipe incrível, com engenheiros de dados e engenheiros de software, pois somos uma empresa orientada a dados”, diz o CEO.

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A fintech quer originar mais de 5.000 empréstimos para PMEs em diferentes países este ano. “Queremos ter um impacto direto na economia da América Latina, já que as PMEs da região geram 67% dos empregos. Queremos resolver essa lacuna de crédito, nossos empréstimos estão indo diretamente para as empresas investirem em CAPEX, capital de giro.”

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Isabela  Fleischmann

Isabela Fleischmann BR

Jornalista brasileira especializada na cobertura de tecnologia, inovação e startups