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Negócios

Vale acusa Steinmetz de fraude em acordo de US$ 2,5 bi na Guiné

Companhia brasileira acusa bilionário israelense de ter cometido fraude ‘elaborada’ na compra de mina de Simandou

Mais um capítulo na saga de 12 anos sobre o controle de um dos depósitos minerais mais abundantes do planeta
Por Katharine Gemmell
26 de Janeiro, 2022 | 02:28 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — Mais de uma década depois de a Vale (VALE3) concordar em pagar US$ 2,5 bilhões a Beny Steinmetz por uma participação na maior reserva mundial de minério de ferro, as duas partes estão prestes a travar uma batalha em um tribunal de Londres. A companhia brasileira acusa o bilionário israelense de ter cometido uma fraude “elaborada”.

Segundo os advogados da Vale, Steinmetz e outras cinco pessoas ligadas à sua empresa BSGR firmaram contratos que entregam à Vale os direitos da mina Simandou, na Guiné, que eles sabiam que tinham obtido por meio de subornos. Essas propinas incluíam pagamentos de US$ 9,4 milhões à esposa do ex-presidente da Guiné, acrescentaram.

Beny Steinmetz chega ao tribunal criminal de Genebra em Genebra, em 2020.Fotógrafo: Stefan Wermuth/Bloombergdfd

Beny Steinmetz nega enfaticamente “todas as alegações da Vale contra ele – incluindo as de corrupção”, disse seu advogado de defesa Justin Fenwick em documentos preparados para a audiência. “As evidências apresentadas no julgamento demonstrarão que isso está longe de ser verdade e que a Vale entrou nessa transação cinicamente ciente do que acredita ser uma evidência clara de corrupção por parte do BSGR.”

Veja mais: Ação da Vale voltará à casa dos R$ 100? Banco Inter vê preço-alvo de R$ 109

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O julgamento iniciado nesta quarta-feira representa o capítulo mais recente de uma saga de 12 anos sobre o controle de um dos depósitos minerais mais abundantes do planeta. Steinmetz, hoje com 65 anos, adquiriu os direitos do projeto de minério de ferro de Simandou em 2008, antes de o governo da Guiné retomar esses direitos em virtude de uma investigação de corrupção sobre os meios usados pelo empresário israelense para obter o contrato.

O inquérito no país africano, por sua vez, desencadeou investigações nos EUA e na Suíça mirando Steinmetz, BSGR e outras empresas que ele controlava.

“Se algum dos réus fosse genuinamente honesto, reconheceria que a BSGR estava engajada em práticas corruptas”, disse a advogada da Vale, Sonia Tolaney, em documentos preparados para a audiência.

A Vale pede indenização de até US$ 1,2 bilhão de Steinmetz e seus associados. Em 2019, um tribunal arbitral de Londres concedeu à mineradora brasileira US$ 2 bilhões em compensação, mas a BSGR está tentando derrubar essa decisão na Justiça.

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