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Internacional

Crise de energia na Europa piora com risco de guerra na Ucrânia

No mercado de gás europeu, todos os olhos estão voltados para os fluxos russos, com os temores crescentes sobre um possível conflito na Ucrânia

Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A crise energética da Europa se intensificou à medida que o risco de guerra elevou os preços do gás, as paradas de usinas elétricas foram estendidas e o governo francês pediu à sua maior concessionária que sofresse um impacto de US$ 8,8 bilhões para proteger os consumidores.

Os preços de energia e gás subiram nesta sexta-feira (14) com a perspectiva de ação militar na Ucrânia aumentando. Enquanto isso, a gigante nuclear Electricite de France registrou queda recorde depois que o governo disse que a empresa deveria vender energia com um grande desconto, enquanto reatores enfrentam longas interrupções.

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“O risco de uma potencial nova guerra na Ucrânia e os efeitos que isso pode ter no mercado de gás continuam a causar muita incerteza”, disseram analistas da Energi Danmark.

Os preços da energia na Europa estão extremamente voláteis. O armazenamento de gás da região está caindo mais rápido do que o esperado, aumentando o foco nas importações da Rússia e elevando a preocupação de que os suprimentos serão insuficientes no caso de uma forte onda de frio.

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A pressão no mercado vai além deste inverno. Preços de energia na França e Alemanha para abril saltaram nesta sexta-feira, com menos reatores nucleares disponíveis para fornecer eletricidade.

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Custos paralisantes

O impacto nas contas de energia doméstica em todo o continente deixou os governos lutando para encontrar maneiras de proteger os consumidores de custos mais altos.

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Na França, o governo está pedindo à EDF que venda mais energia com desconto em relação aos preços de mercado. O ministro das Finanças Bruno Le Maire disse que o aumento nas contas de eletricidade para residências e pequenas empresas será limitado a 4% este ano, incluindo 8 bilhões de euros (US$ 9,2 bilhões) de cortes de impostos sobre o consumo de eletricidade.

E os problemas da EDF vão além. Durante a manutenção em seus reatores Civaux e Penly, a empresa encontrou falhas próximas a soldas na tubulação. A verificação e o reparo estão demorando mais do que o esperado, deixando o mercado com pouca oferta e a EDF sem receita dessas unidades. O impacto nos lucros deve ser de cerca de 6 bilhões de euros, segundo a Jefferies International.

As ações da EDF chegaram a cair até 25% nesta sexta-feira, a maior queda desde que começaram a ser negociadas em Paris em 2005.

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“As interrupções nucleares mais longas irão aprofundar e estender a atual crise de energia na Europa”, disse Arne Bergvik, analista-chefe da concessionária sueca Jamtkraft AB.

No mercado de gás europeu, todos os olhos estão voltados para os fluxos russos, com os temores crescentes sobre um possível conflito na Ucrânia - um importante país de trânsito. Os EUA estão pressionando os aliados europeus a concordar com possíveis sanções contra a Rússia, temendo que o país possa invadir seu vizinho em breve - embora a Rússia tenha dito repetidamente que esse não é seu plano. As negociações entre os EUA e Moscou nesta semana não conseguiram aliviar as tensões.

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