PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Internacional

Nigéria encerra proibição do Twitter após sete meses

Governo nigeriano bloqueou o acesso à rede social em junho depois que a empresa excluiu um dos tweets do presidente Muhammadu Buhari

Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — A Nigéria suspendeu a proibição de sete meses do Twitter no país depois que a rede social concordou com várias condições impostas pelo governo.

O Twitter estabelecerá uma entidade legal na Nigéria e nomeará um representante do país para se envolver com o governo quando necessário, disse a Agência Nacional de Desenvolvimento de Tecnologia da Informação, ou NITDA, em comunicado na quarta-feira (12).

PUBLICIDADE

O governo da Nigéria bloqueou o acesso ao Twitter em 5 de junho depois que a empresa excluiu um dos tweets do presidente Muhammadu Buhari por violar suas regras. A plataforma foi fechada porque “elementos sem escrúpulos” a usaram para “fins subversivos e atividades criminosas, propagando notícias falsas e polarizando os nigerianos em linhas tribais e religiosas”, segundo o NITDA.

A resolução também fornecerá “oportunidades econômicas e de treinamento”, já que a gigante da mídia social com sede em São Francisco “continua a considerar expandir sua presença na Nigéria”, disse o NITDA. O Twitter decidiu em abril colocar sua primeira equipe de produtos e engenharia no continente africano em Gana, aplaudindo o país como “um defensor da liberdade de expressão, da liberdade online e da internet aberta”.

O Twitter está “profundamente comprometido com a Nigéria”, disse a empresa em um comunicado saudando a restauração de seus serviços.

PUBLICIDADE

Enquanto muitos nigerianos continuaram a usar o Twitter por meio de redes privadas virtuais, a proibição causou frustração e raiva consideráveis no país, especialmente entre a população em grande parte jovem do país. Antes da proibição, o aplicativo do Twitter era a sexta plataforma de mídia social mais usada no país.

Estima-se que a proibição de 222 dias do Twitter tenha custado à economia do país mais populoso da África cerca de US$ 1,5 bilhão, de acordo com o grupo de vigilância da Internet Netblocks Cost of Shutdown Tools.

O capítulo local da Anistia Internacional chamou as restrições de “ilegais” e “um ataque ao direito à liberdade de expressão” em sua conta no Twitter na quinta-feira (13).

PUBLICIDADE

Criticando “aqueles que priorizaram a política sobre o patriotismo e exibiram justiça dissimulada” sobre a suspensão, o ministro do Trabalho Festus Keyamo disse que “a Nigéria está melhor assim” em sua página no Twitter.

Leia também

Quase todos adolescentes que precisam de UTI para covid não são vacinados

Sony produzirá mais PlayStation 4 para suprir falta do PlayStation 5

PUBLICIDADE