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Chuvas em Minas Gerais podem aumentar preço do minério de ferro no mundo

Paralisação da produção em plantas da Usiminas, CSN e, principalmente, da Vale podem pressionar preços na China

Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — As fortes chuvas que castigam o estado de Minas Gerais, berço de plantas de mineração das gigantes Vale, Usiminas e CSN, estão levando à interrupção da produção e escoamento dessas empresas e podem elevar os preços da commodity para a exportação à China.

Segundo analistas da consultoria S&P e da Ágora e do Bradesco BBI, braços de investimentos do banco Bradesco, as fortes chuvas devem agravar a sazonalidade da produção mais fraca do primeiro trimestre para os produtores locais principalmente para a Vale.

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Ontem, a mineradora brasileira paralisou o Sistema Sudeste no trecho Rio Piracicaba-João Monlevade, impedindo o escoamento do material em Brucutu e no complexo de Mariana, que estão com a produção suspensa.

Segundo a mineradora, o trecho Desembargador Drummond-Nova Era também está paralisado, mas em fase de liberação e não afetou a produção do Complexo de Itabira.

As medidas são para evitar possíveis deslizamentos de terra, provocados pela intensa quantidade de água que atinge a região desde o início do ano e que já levou 145 municípios a declararem estado de emergência.

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Veja mais: Vale avalia comprar fatia no projeto Minas-Rio da Anglo: Fontes

O Brasil é a segunda maior fonte de minério de ferro da China, depois da Austrália. Os Sistemas Sul e Sudeste da Vale responderam por cerca de 40% da produção de minério de ferro da empresa nos primeiros nove meses de 2021.

Preços do minério de ferro podem subir

Os analistas Thiago Lofiego, do Bradesco BBI, e José Cataldo, da Ágora Investimentos, mantiveram a recomendação de compra para os papéis da Vale, projetamos que o preço do minério de ferro fique em média US$ 100 em 2022, chegando a US$ 110 primeiro trimestre. Segundo eles, esse estimativa pode ainda subir a depender na interrupções do fornecimento pela companhia.

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Já os analistas da S&P lembram que a demanda pela commodity na China voltou a crescer no final de 2021, seguindo os planos de produção de aço mais fortes e estímulos antecipados no país após um ajuste na produção no final do ano.

Eles apontam que os compradores chineses, e de outros países, estão acostumados com interrupções na produção global no início do ano, afetada pela estação chuvosa no Brasil, juntamente com a chuva e os ciclones na Austrália e o clima de inverno no Canadá e na Rússia.

“Isso geralmente reduz as taxas de remessa e aumenta a disponibilidade nos primeiros meses do ano”, escrevem, lembrando, no entanto, que após o rompimento da barragem de rejeitos de minério de ferro no Brasil, levando aos desastres de Brumadinho e Mariana, o governo exigiu verificações e classificações mais rigorosas para a Vale.

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A companhia disse que continua monitorando as barragens em tempo real e que não há dados que levem a mudanças no nível de classificação de emergência em nenhuma de suas estruturas.

--Com a colaboração de Sérgio Ripardo

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Ana Siedschlag

Ana Carolina Siedschlag

Editora na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero e especializada em finanças e investimentos. Passou pelas redações da Forbes Brasil, Bloomberg Brasil e Investing.com.

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