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Saúde

Presidente da França diz que quer ‘irritar’ os não vacinados do país

Segundo ele, isso significa ‘limitar ao máximo o acesso às atividades da vida social’

causa polêmica com comentário ofensivo
Por Fergal O'Brien e William Horobin
05 de Janeiro, 2022 | 09:06 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — O presidente francês Emmanuel Macron levou a posição agressiva da Europa contra os não vacinados para outro nível, usando uma termo de baixo calão para dizer que quer “infernizar” ou “irritar” as pessoas que se recusam a tomar a vacina contra Covid-19.

“Vamos continuar fazendo isso, até o fim. Essa é a estratégia “, disse ele em entrevista ao jornal Le Parisien. Ele acrescentou que significa “limitar ao máximo o acesso às atividades da vida social”.

Medidas direcionadas já estão em curso em vários países, onde aqueles que não foram vacinados têm limitações no que diz respeito ao acesso a bares, restaurantes e outras a atividades do dia-a-dia. O esforço para inocular mais pessoas aumentou desde o surgimento da variante ômicron, que fez com que os casos aumentassem em taxas recorde em toda a Europa.

Mas dividir a população entre vacinados e não vacinados tem se mostrado polêmico, e tem havido inúmeros protestos contra a política, e em alguns países, um movimento para tornar as vacinas obrigatórias.

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O verbo usado por Macron na entrevista - “emmerder” em francês - é uma gíria informal comumente usada para insultar as pessoas. Também pode significar incomodar ou irritar.

Os políticos franceses expressaram consternação com os comentários de Macron e as discussões sobre uma proposta de um passe de vacina foram suspensas no parlamento.

Valerie Pecresse, candidata presidencial pelo partido conservador, Os Republicanos, disse no CNews que ficou “indignada com seus comentários” e que “insultos nunca são uma boa solução”.

‘Vacina Suja’

A líder da extrema direita, Marine Le Pen, também foi rápida em responder à “vulgaridade” da linguagem de Macron e disse no Twitter que demonstrava uma “falha moral grave”.

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Macron também disse que os não vacinados estão deixando de cumprir seus deveres cívicos. “Quando minha liberdade acaba colocando em risco a dos outros, sou irresponsável”, disse ele ao Le Parisien. “Uma pessoa irresponsável não é mais um cidadão.”

A pressão sobre aqueles que recusam as doses da vacina contra Covid está se intensificando em outros lugares também. O ministro da Saúde alemão, Karl Lauterbach, disse na terça-feira (4) que as pessoas que recusaram as vacinas “não podem esperar que as restrições de contato sejam suspensas a curto ou médio prazo”.

“A obrigatoriedade da vacina precisa ser implementada o quanto antes”, disse o epidemiologista que estudou em Harvard ao grupo de mídia RND. Permitir que a ômicron se espalhe pela população como uma “vacina suja” seria “muito perigoso”.

--Com a colaboração de Benoit Berthelot e Chris Reiter.

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