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Mercados

Ibovespa cai 12% em 2021 e figura entre os piores desempenhos globais

Neste ano, baixo crescimento e incertezas no campo fiscal se somaram a riscos globais como enfrentamento da pandemia, inflação e retirada de estímulos

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Bloomberg Línea — A bolsa brasileira encerrou 2021, considerado um dos melhores anos em termos de captações por meio de ofertas de ações, com uma baixa de 11,9% no Ibovespa, principal termômetro de desempenho das ações de empresas locais. Foi o pior ano para a bolsa desde 2015, período marcado pela crise econômica antes do impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

As perdas no mercado brasileiro de ações contrasta com a forte valorização dos índices de Wall Street, que devem terminar o ano nesta sexta com novos recordes. Para efeito de comparação, o S&P 500 acumula uma alta no ano de 27,2%, enquanto o Dow Jones Industrial soma 18,9%. Já o Nasdaq 100, referência entre as grandes empresas de tecnologia, teve alta de 27,5% no período.

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  • O mau desempenho da bolsa brasileira este ano é atribuído a diversos fatores, particularmente, ao baixo crescimento da economia e às incertezas relacionadas à trajetória fiscal do governo antes das eleições de 2022, que devem turvar ainda mais os horizontes dos ativos brasileiros nos próximos meses.
  • Neste ano, a questão fiscal brasileira acentuou riscos globais como enfrentamento da pandemia de covid-19, além de inflação e retirada de estímulos monetários e fiscais nas principais economias do mundo e também do Brasil.

No mercado de câmbio global, o real brasileiro teve forte oscilação ao longo do ano e também termina 2021 entre as moedas de mais fraco desempenho entre os países emergentes. A moeda brasileira teve baixa de 6,7%, terminando a sessão negociada a R$ 5,57 por dólar. Neste ano, a lira turca perdeu 43,1% em relação ao dólar.

Último pregão de 2021

No último dia útil do ano, os mercados brasileiros mantiveram um certo otimismo em meio à baixa liquidez típica do período e perspectivas de retomada da economia no próximo ano caso se confirmem as expectativas de baixa gravidade e letalidade da variante ômicron do coronavírus.

  • O dólar terminou negociado a R$ 5,57, com baixa de 2,3%, em meio à disputa dos investidores para a formação da Ptax, taxa de câmbio usada na liquidação de diversos contratos, entre eles, o do chamado overhedge dos bancos.
  • O Ibovespa encerrou marcando 104.910 pontos, com alta de 0,77% no dia, puxado pelo bom desempenho das ações de Vale, com a recuperação dos preços do minério de ferro.
  • Nos EUA, a Bolsa de Nova York terminou com baixa de 0,25% no índice Dow Jones e de 0,30% no S&P 500, que caminhava para novo recorde. Na véspera, o indicador amplo do mercado de ações tinha batido seu 70º recorde no ano.

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Toni Sciarretta

Toni Sciarretta

News director da Bloomberg Línea no Brasil. Jornalista com mais de 20 anos de experiência na cobertura diária de finanças, mercados e empresas abertas. Trabalhou no Valor Econômico e na Folha de S.Paulo. Foi bolsista do programa de jornalismo da Universidade de Michigan.

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