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Como a América Latina recebeu US$ 14,8 bi em venture capital em 2021

Alguns investidores afirmam que a causa foi a pandemia, outros dizem que era apenas questão de tempo; de qualquer maneira, 2021 foi um ano de recordes de venture capital na região

Tempo de leitura: 2 minutos

Miami — Enquanto a pandemia levava as pessoas da América Latina – e de todo o mundo – a usar a tecnologia para ensino e aprendizagem, negócios, alimentação, compras, serviços bancários e outros, fundos de venture capital entravam na região como nunca.

Em 2021, empresas sustentadas por venture capital levantaram US$ 14,8 bilhões em 772 negócios na América Latina, segundo dados do PitchBook. Isso é mais do que o capital total investido na região nos seis anos anteriores combinados.

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Os investidores estrangeiros não deram muita atenção à região até por volta de 2019, quando o SoftBank lançou seu Fundo Latino-Americano de US$ 5 bilhões – uma grande aposta, já que a região só havia levantado um total de US$ 3,9 bilhões em venture capital no ano anterior. No entanto, outros investidores repararam. A combinação da adoção de tecnologia devido à pandemia e a maturidade do ecossistema de startups da região parece ter gerado uma explosão no empreendedorismo.

Enquanto muitas empresas de tecnologia floresceram durante a pandemia e cresceram a uma velocidade nunca antes vista, Nico Berman, sócio da Kaszek, considera o boom uma questão de tempo e o resultado de alguns fatores.

“É uma combinação de coisas, e a mais importante foi a explosão de empreendedores incríveis na região”, disse ele.

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O ecossistema amadureceu e “estamos começando a ver empreendedores ressurgindo; as pessoas estão percebendo que há uma grande oportunidade e estão indo atrás “, acrescentou Berman.

“Você tem um grupo maior de empreendedores brilhantes e experientes em busca da inovação. E o mundo do venture capital também está percebendo que há uma grande oportunidade na América Latina, principalmente porque vivemos em um mundo com infraestrutura ineficiente e com uma tecnologia que pode ser mudada”, disse ele.

Do total de 17 unicórnios latino-americanos, nove foram criados este ano.

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Este ano, muitos negócios incluíram empresas estrangeiras de crescimento, como a Tiger Global, a D1, a DST e a Coatue, que vêm aumentando seu foco na região. Também vimos mais ações de investidores em estágio inicial, como a Andreessen Horowitz, a Accel e a Benchmark. Nessa categoria, também se encontra o SoftBank, que disse ao Pitchbook ter descoberto a necessidade de fechar negócios mais cedo.

“Nos tornamos investidores em estágio inicial porque a concorrência aumentou em todos os níveis, e essa é a única forma de evitar a concorrência apenas em negócios que ganham visibilidade nos Estados Unidos”, disse Shu Nyatta, colíder do Fundo para a América Latina da SoftBank, à Pitchbook.

Embora a economia do Brasil possa passar por maus bocados, o mesmo não é verdade para países desenvolvidos. Há apenas algumas semanas, o Nubank abriu o capital na NYSE com capitalização de mercado de US$ 52 bilhões.

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Com o Nubank de capital aberto, começaremos a ver as pessoas deixarem a empresa para abrir os próprios negócios. Estes estarão bem conectados, serão experientes e, se não forem financeiramente apoiados por David Vélez, pelo menos terão sua bênção – o que já é alguma coisa. Afinal, é só olhar para todas as empresas financiadas por Vélez e/ou fundadas por antigos funcionários do Nubank. Esse é o chamado “efeito multiplicador”, conforme ilustrado pela Endeavor:

-- Esta nota foi traduzida por Bianca Carlos, Localization Specialist da Bloomberg Línea

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Marcella McCarthy

Marcella McCarthy (Brasil)

Jornalista americana/brasileira especializada em tech e startups com mestrado em jornalismo pela Medill School na Northwestern University. Cobriu America Latina, Healthtech e Miami para o TechCrunch e foi fundadora e CEO de um startup Americano na área de EdTech. Baseada em Miami.

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