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Agro

Soja e milho em máximas com riscos para safras da América do Sul

Norte do Brasil tem umidade favorável, embora a seca possa se expandir ainda mais ao Sul e em regiões da Argentina até o início de janeiro

Futuros da soja chegaram a subir 1%, para US$ 13,2525 em Chicago
Por Megan Durisin e James Poole
22 de Dezembro, 2021 | 01:29 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — Os futuros da soja e do milho ampliaram os ganhos para os maiores níveis dos últimos meses em Chicago em meio à percepção de que a seca em expansão no Brasil e na Argentina reduza as esperadas supersafras.

A soja subiu ainda mais, acima de US$ 13 por bushel, e o milho ultrapassou US$ 6 por bushel pela primeira vez desde julho. A América do Sul está no auge da estação de plantio, e operadores estão atentos a quaisquer impactos de um segundo ano do fenômeno climático La Niña. O norte do Brasil tem umidade favorável, embora a seca possa se expandir ainda mais ao Sul e em regiões da Argentina até o início de janeiro, segundo a empresa de meteorologia Maxar.

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“Condições climáticas estressantes para as safras do sul do Brasil e da Argentina, com pouca chuva na previsão de duas semanas, ajudaram a manter os operadores de fundos ativos”, disse o The Hightower Report em relatório.

Futuros ultrapassam os US$ 6 pela primeira vez desde julhodfd

Os futuros da soja chegaram a subir 1%, para US$ 13,2525 em Chicago, a maior cotação para um contrato mais ativo desde agosto. O milho mostrava ganho de 0,7%, para US$ 6,025, e o trigo atingiu o nível mais alto em duas semanas, pois as planícies dos EUA também enfrentam clima mais seco.

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As condições das lavouras de soja no Paraná, um dos maiores estados produtores do país, pioraram pela terceira semana consecutiva, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral). Apenas 57% da soja do Paraná foi classificada como “boa” em 20 de dezembro comparado com 71% uma semana antes.

Veja mais: Ipea revisa projeção do PIB da agropecuária e prevê queda de 1,2%

Ainda assim, a produção deve ser alta e as exportações se mostram competitivas em relação às cargas dos EUA. A compra de grãos brasileiros pela China aumentou na semana passada devido ao interesse de estatais, de acordo com a Sitonia Consulting, que citou fontes do mercado. De 17 carregamentos comercializados, oito foram contratados para embarque em março de 2022 do Brasil para novas safras que ainda serão colhidas, segundo a consultoria. No caso do milho, a China tem comprado suprimentos ucranianos.

Na Argentina, o governo busca limitar exportações de grãos como forma de controlar a inflação de alimentos.

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