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Mercados

Volatilidade dá o tom, com ressaca pós bancos centrais e vencimento nos EUA

Após bateria de reuniões de bancos centrais e em dia de quadruple witching nos Estados Unidos, operadores calibram carteiras nos negócios com futuros de índices em NY e bolsas europeias

As variáveis que orientarão os mercados internacionais
17 de Dezembro, 2021 | 08:17 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Barcelona, Espanha — Assentadas as expectativas em torno da política monetária de bancos centrais mundiais, que esta semana deram muito o que falar, hoje o mercado experimentará uma sessão sem grandes referências, mas com volatilidade: hoje é dia de vencimento de opções e futuros sobre índices e ações no mercado dos Estados Unidos, o chamado “quadruple witching”.

Instantes atrás, quase todas as bolsas europeias declinavam. Os futuros de índices em Nova York já abriram voláteis e há pouco recuavam. Com a perspectiva de aumento dos juros, os investidores tendem a substituir as ações de tecnologia pelas de setores mais cíclicos. Ontem, por exemplo, depois de um começo muito positivo, o índice Nasdaq recuou 2,47% e o S&P 500 fechou com 0,87% de baixa.

O rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos subia, enquanto o petróleo cedia pela primeira vez em três dias. Os preços do gás natural na Europa caíam desde um fechamento recorde, depois que a Rússia aumentara, no último momento, o abastecimento à região.

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Um panorama dos mercados em um dia volátildfd

Bancos centrais roubaram a cena

Nesta semana, os bancos centrais conseguiram roubar da variante ômicron o posto dos temas mais discutidos pelo mercado. As autoridades monetárias sinalizaram que podem até tolerar o coronavírus, mas a inflação galopante está difícil de tragar.

  • Ontem, Banco da Inglaterra (BoE) subiu as taxas de juros pela primeira vez em três anos. Com a chegada da variante ômicron, os operadores haviam deixado de lado suas apostas de aumento dos juros pelo BoE para frear a inflação – a mais alta em mais de uma década. O BoE foi o primeiro grande banco central a aumentar sua taxa de referência desde o início da pandemia. Optou por elevar os custos dos empréstimos em 15 pontos base para 0,25%, gerando um aumento que nenhum outro banco central do Grupo dos Sete fez desde o início da crise. Muitos dentre os que ainda apostavam em um aperto monetário o esperavam para o início de 2022.
  • Já o Banco Central Europeu (BCE) decidiu, temporariamente, ampliar a compra mensal de títulos para suavizar a saída da política de estímulo pandêmico. Em um comunicado que reconheceu a ameaça da variante ômicron, o BCE se comprometeu a dobrar brevemente as compras de ativos para amortecer o fim de seu programa de emergência de 1,85 trilhão de euros (US$ 2,1 trilhões) em março. A surpresa foi que, em vez de manter mais flexibilidade com o programa de recompra, o BCE optara por prover liquidez com volumes fixos e redução gradual, política classificada pelo mercado como mais “agressiva”.
  • Banco do Japão mostrou sinais de uma retirada cautelosa de seu programa de estímulo econômico. Na quarta-feira, o Federal Reserve (Fed) mostrou que seu novo estilo “hawkish” veio para ficar e sinalizou que, para domar a inflação, está preparado para elevar o custo do dinheiro a um passo mais acelerado em 2022. Hojeos olhos se voltam à Rússia, que deve subir novamente o preço do dinheiro.

Na agenda

  • Decisões de bancos centrais: Colômbia, Japão, Rússia
  • Vendas ao varejo (novembro) e GfK confiança do consumidor (dezembro) do Reino Unido, PPI da Alemanha (novembro), Índice de Preços ao Consumidor da zona do euro (novembro)- Rebalanceamento trimestral dos índices S&P e Dow Jones entre em vigor após o fechamento dos mercados
  • Dia do “quadruple witching” no mercado dos EUA, quando as opções e futuros sobre índices e ações expiram

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-- Com informações de Bloomberg News

Michelly Teixeira

Michelly Teixeira

Jornalista com mais de 20 anos como editora e repórter. Em seus 12 anos de Espanha, trabalhou na Radio Nacional de España/RNE e colaborou com a agência REDD Intelligence. No Brasil, passou pelas redações do Valor, Agência Estado e Gazeta Mercantil. Tem um MBA em Finanças, é pós-graduada em Marketing e cursa um mestrado em Digital Business na Esade.