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Saúde

Europa vê sinais de que último pico do vírus está se estabilizando

Embora a tendência varie entre os países, os números gerais da União Europeia parecem ter atingido um platô

Mas governos ainda estão receosos em afrouxar restrições
Por Fergal O'Brien
10 de Dezembro, 2021 | 11:40 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — O pico de infecção por Covid na Europa parece estar se estabilizando depois que governos de todo o continente tomaram duras medidas sanitárias, incluindo lockdowns e restrições aos não vacinados.

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Embora a tendência varie entre os países, os números gerais da União Europeia parecem ter atingido um platô. Áustria e Alemanha viram uma mudança dramática, com a taxa de casos dos primeiros sete dias despencando para a metade desde o final do mês passado.

Apesar dos sinais de progresso, as taxas de contágio ainda estão em níveis elevados e os governos estão alerta devido ao perigo de afrouxar as medidas muito rápido e reacender o surto.

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A propagação também parece estar diminuindo na Holanda. Mas os casos ainda estão aumentando drasticamente em alguns países, incluindo a Suíça, onde a taxa de disseminação atingiu um nível recorde.

Há também a grande incógnita quanto à nova variante ômicron, que parece ser mais transmissível do que a mutação delta. A Alemanha e outros países estão se esforçando para administrar doses de reforço, depois que algumas pesquisas iniciais sugeriram uma proteção mais baixa em pessoas que receberam apenas duas injeções.

A Hungria, com uma das piores taxas de mortalidade per capita em todo o mundo, está superando o pico da atual onda de vírus, como informou o primeiro-ministro, Viktor Orban, na sexta-feira (10). A Romênia, que está saindo de uma situação bem crítica, encerrou o toque de recolher noturno e estendeu o horário de funcionamento das lojas em resposta a uma queda no número de casos.

A Polônia, no entanto, anunciou restrições sanitárias mais rígidas nesta semana para evitar que a pandemia sobrecarregue ainda mais o sistema de saúde.

Na Alemanha, o chanceler Olaf Scholz se reunirá na próxima semana com líderes estaduais, que controlam em grande parte a política de saúde, para discutir os próximos passos. Ele não está descartando mais restrições antes do Natal.

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A meta da Alemanha é administrar 30 milhões de doses até o final do ano. O país também está pressionando para tornar as vacinas obrigatórias, com a legislação na sexta-feira exigindo as vacinas para os prestadores de cuidados. O país está planejando ampliar a obrigatoriedade.

Karl Lauterbach, o novo ministro da saúde da Alemanha, disse que a estratégia do governo visa acabar com a onda delta em curso e impedir a ômicron antes que se espalhe muito.

“Nosso maior objetivo é proteger a população”, disse Lauterbach - um epidemiologista formado em Harvard - na sexta-feira (10), durante o debate parlamentar. “Faremos de tudo para acabar com essa crise rapidamente.”

As campanhas de vacinação, incluindo doses de reforço, são um tema comum em toda a Europa, onde muitos governos também estão visando medidas específicas para os não vacinados.

A Áustria está encerrando um lockdown de três semanas no domingo, mas mantendo as restrições para aqueles que não foram vacinados. E, em um movimento polêmico, também está implementando a obrigatoriedade de vacinação à medida que o continente endurece gradualmente sua postura.

Scholz, da Alemanha, indicou que adotará uma linha dura com os que se recusam a se vacinar, após decidir tornar as vacinas obrigatórias.

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“Como uma minoria ruidosa é contra a vacinação e toma medidas radicais, não devemos acusar a sociedade como um todo de divisão”, disse Scholz no Twitter. “Temos que lidar com outras opiniões, mas quando as pessoas estão sob risco, temos que nos posicionar”.

--Com a colaboração de Marton Eder, Iain Rogers, Andras Gergely e Andrea Dudik.

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