BRF busca crescer com lanches e refeições práticas

Pandemia mudou completamente os hábitos da população, principalmente com o trabalho remoto, e a multinacional brasileira pretende aproveitar a oportunidade

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Bloomberg — A BRF planeja expandir sua produção de petiscos e comida de conveniência para mercados desenvolvidos, apostando que os hábitos de consumo desenvolvidos durante a pandemia persistirão.

O trabalho remoto durante a era do Covid mudou os hábitos alimentares, principalmente em países mais ricos, como os Estados Unidos. Cada vez mais pessoas querem refeições caseiras rápidas e fáceis de preparar, o que a BRF considera uma excelente oportunidade de crescimento, segundo Patrício Rohner, vice-presidente de operações internacionais da empresa. A BRF é a maior exportadora de frango do mundo, representando 9% do comércio mundial.

“Estamos com foco em novas categorias que cresceram mais de 20% a 30% durante a pandemia e que continuarão aumentando”, afirmou Rohner em entrevista, citando lanches, refeições prontas e pizzas.

A pandemia abalou os padrões alimentares em todo o mundo, bem como as cadeias de abastecimento por trás deles. As empresas de alimentos estão na batalha para se ajustar a uma nova normalidade de dores de cabeça de logística, inflação e tendências emergentes de consumo.

A BRF está planejando firmar parcerias com empresas locais para produzir produtos alimentícios com valor agregado a partir de suas carnes. Aumentar a presença da empresa em mercados desenvolvidos faz parte de um plano de investimento de dez anos.

Além dos lanches, a BRF também está se esforçando para consolidar sua posição no mercado halal com expansões de suas unidades para a Arábia Saudita e a Turquia. A empresa também está tentando obter mais licenças de importação e logo poderá se beneficiar de uma nova quota de exportação de frangos que o Reino Unido está negociando com o Brasil.

Na Ásia, a empresa busca atender à demanda de jovens consumidores por processados. No entanto, ela não pretende fazer nenhuma aquisição porque as empresas locais ainda não compreendem as novas tendências de consumo, segundo Rohner.

A BRF está suspendendo os acordos internacionais de curto prazo para priorizar seu compromisso de controlar sua dívida.

“Faremos aquisições quando e como nossa influência permitir”, afirmou o CEO Lorival Luz.

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