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Agro

Preços dos alimentos atingem maior patamar em uma década

Índice global da FAO sobe pelo quarto mês consecutivo e avança 27% em novembro em comparação ao mesmo período do ano passado

Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — Os preços internacionais dos alimentos subiram 27% em novembro e atingiram o nível mais elevado em 10 anos. Todas as categorias avaliadas registraram avanços expressivos no mês passado quando comparadas ao desempenho registrado no mesmo período de 2020. Esse foi o quarto mês consecutivo que os preços dos alimentos registram alta e, mais uma vez, os óleos vegetais foram os grandes responsáveis pela valorização do índice geral.

Apesar da tendência de alta ainda se manter e os atuais patamares estarem em níveis muito acima de 2020, os preços dos alimentos sinalizaram no mês passado certa estabilidade em comparação aos resultados de outubro. O índice geral subiu apenas 1%, puxado pelo avanço das cotações dos lácteos e dos cereais. Os preços da manteiga e do leite em pó subiram pelo terceiro mês consecutivo diante da baixa disponibilidade para exportação com a queda da captação na Europa e a menor produção na Oceania. Na ponta da demanda, a procura pelos importadores se manteve aquecida, o que acabou por alavancar ainda mais os derivados do leite.

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No caso dos cereais, as cotações do trigo alcançaram o patamar mais alto desde maio de 2011, em meio ao aumento da demanda e de uma oferta mais restrita. A queda na qualidade do produto da Austrália por conta das chuvas e as incertezas sobre possíveis mudanças nas políticas de exportação da Rússia contribuíram para alavancar os preços do cereal.

Os preços das proteínas de origem animal seguem em queda. O índice de preços caiu mais 0,9% em novembro e já acumula quatro meses seguidos de desaceleração. A menor demanda da China por carne suína, proveniente principalmente da Europa, levou os preços do produto ao quinto mês consecutivo de queda. No caso da carne de cordeiro, o aumento da oferta australiana para exportação pressionou as cotações. A carne bovina viu seus preços se estabilizarem em novembro, depois de meses de queda, influenciada pela desvalorização do produto do Brasil. O cenário foi compensado pela valorização do produto australiano, que sentiu a menor disponibilidade de animais para abate.]

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Depois de atingirem seu maior nível em outubro, os preços dos óleos vegetais registraram uma queda margina de 0,2% em novembro. Apesar do movimento, o atual patamar ainda é 51% mais alto do que o registrado no mesmo período do ano passado. No mês passado, as cotações do óleo de soja e canola registraram uma leve queda, influenciados por uma demanda mais fraca nos países importadores e também pela queda das cotações do petróleo.

Por outro lado, os preços do óleo de palma se mantiveram praticamente estáveis, equilibrados entre uma demanda mais fraca por conta dos novos casos de Covid-19 na Europa e pela estratégia de países produtores de antecipar cortes na produção.

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Alexandre Inacio

Alexandre Inacio

Jornalista brasileiro, com mais de 20 anos de carreira, editor da Bloomberg Línea. Com passagens pela Gazeta Mercantil, Broadcast (Agência Estado) e Valor Econômico, também atuou como chefe de comunicação de multinacionais, órgãos públicos e como consultor de inteligência de mercado de commodities.

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