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Petróleo: Venda de reservas pode dar vantagem a produto dos EUA na Ásia

Óleo dos EUA está mais barato em relação ao Brent e referências do Golfo Pérsico desde o anúncio das vendas conjuntas

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Bloomberg — A iniciativa do governo dos Estados Unidos de arcar com a maior parte das vendas conjuntas das reservas de petróleo deixou o barril do país mais barato, o que pode levar clientes asiáticos a optarem por cargas americanas em vez de suprimentos do Oriente Médio.

A liberação de 50 milhões de barris anunciada pelo presidente dos EUA, Joe Biden, pesa sobre o preço do West Texas Intermediate. O petróleo dos EUA está mais barato em relação ao Brent e referências do Golfo Pérsico, como Dubai e Murban, desde o anúncio das vendas conjuntas, que também envolvem China, Japão, Coreia do Sul, Índia e Reino Unido.

O nível de cooperação entre os principais compradores de petróleo não tem precedentes em um mercado dominado pela aliança Opep+, e os EUA estão em uma posição única por serem grandes produtores e consumidores. Historicamente, compradores têm pouca influência na oferta e no custo do petróleo, que é ditado pelos vendedores por meio de vendas mensais e de cotações oficiais.

O contrato de janeiro para o WTI agora é negociado mais de US$ 4 o barril abaixo da cotação do petróleo de Murban após a liberação coordenada das reservas, segundo dados compilados pela Bloomberg. É um desconto muito maior em comparação com o início de novembro. O WTI também mostrou forte queda em relação ao petróleo Brent, referência global.

O preço das cargas físicas do WTI Midland entregues na Ásia agora está um pouco acima da cotação do Murban dos Emirados Árabes Unidos, com o comércio de arbitragem mais perto de se tornar lucrativo, segundo traders e um analista. O petróleo com alto teor de enxofre da Opep+ também pode enfrentar mais competição. A maior parte do petróleo da Reserva Estratégica dos EUA é provavelmente de qualidade média-ácida, de acordo com a Wood Mackenzie.

Autoridades da aliança Opep+, que realiza a próxima reunião em 2 de dezembro, avisaram que provavelmente responderão à iniciativa liderada pelos EUA.

Veja em bloomberg.com