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Cripto

Correlação entre Bitcoin e ações tech desaparece após pandemia

Bitcoin subiu cerca de 40% desde o final de setembro, superando o aumento de 11% do Nasdaq 100

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Bloomberg — A correlação entre os futuros do Bitcoin e do Nasdaq 100, forte durante os meses da pandemia, desapareceu completamente, levantando o debate sobre o papel que o token pode desempenhar nas carteiras de investimento.

A correlação de 30 dias entre a moeda virtual e os futuros caiu para quase zero nos últimos dias, de um pico de 0,56 no final de setembro de 2021 - uma leitura que sugeria que as ações de tecnologia e o Bitcoin frequentemente se moviam em conjunto. A correlação tem sido geralmente positiva desde fevereiro de 2020.

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O Bitcoin subiu cerca de 40% desde o final de setembro, superando o aumento de 11% do Nasdaq 100. O suposto papel do token como uma proteção contra a inflação, com as pressões de preços em alta na economia global, está entre os fatores citados para a recuperação do ativo digital para um pico de quase US$ 69.000 em 10 de novembro.

Para Carsten Menke, chefe de pesquisa de próxima geração do Bank Julius Baer em Zurique, a evolução da relação entre ações e Bitcoin fere os argumentos de que a moeda digital seria uma reserva de valor confiável e moderna de valor para as carteiras.

“A falta de uma correlação consistente e negativa entre o Bitcoin e as ações sugere claramente que o Bitcoin ainda não é um porto seguro”, disse, enfatizando que em tempos de estresse no mercado financeiro, a criptomoeda tende a sofrer como outros ativos mais arriscados.

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Já Esme Pau, analista da China Tonghai Securities em Hong Kong, defendeu o Bitcoin, argumentando que é uma forma “sensata” de proteção contra a inflação. “Eu recomendaria aos investidores que se concentrassem na tendência de longo prazo e não acho que as mudanças de curto prazo na correlação devam ser consideradas representativas”, disse.

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