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Chiper encerra Série B de US$ 53 mi, estabelece e-commerce para mercearias

Startup da Colômbia se prepara para chegar ao Brasil

Tempo de leitura: 3 minutos

Miami — As mercearias desempenham um papel fundamental nos bairros da América Latina. Para muitas pessoas, é onde se pode comprar produtos diários, desde leite até papel higiênico. Mas para os donos, que geralmente administram esses negócios sozinhos, manter tudo em estoque e fazer viagens de compras pode ser complicado. Os investidores globais estão apostando que a Chiper, que anunciou hoje (18) o encerramento de uma rodada de financiamento da Série B de US$ 53 milhões liderada pela Tiger Global e Nosara Capital, pode digitalizar o processo de compra ao desenvolver um e-commerce para proprietários de mercearias na América Latina.

A empresa levantou um total de US$ 78 milhões até o momento, e outros participantes desta rodada incluem a Endeavor Catalyst, inQlab, Alter Global e Interplay.

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“É um negócio muito difícil e uma vida muito dura, porque você [as mercearias] fica aberto das 8h às 20h todos os dias, mesmo aos domingos, e você é responsável por tudo no estabelecimento, desde a limpeza até o reabastecimento”, disse José Bonilla, cofundador e CEO da Chiper.

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A Chiper permite que seus comerciantes (são 40 mil no México e na Colômbia, local de sua sede) escolham entre 3 mil itens online e os recebam no dia seguinte.

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“É um aplicativo e-commerce como a Amazon, mas para eles”, disse Bonilla.

Como os comerciantes podem receber as mercadorias em um dia, eles não precisam planejar suas compras com tanta antecedência e também não precisam manter tantos itens em estoque. Bonilla declarou que isso permite que eles liberem o caixa que normalmente ficaria atrelado ao estoque.

Segundo a Chiper, existem cerca de 3,7 milhões de mercearias e lojas de conveniência na América Latina, então a empresa possui, no momento, apenas cerca de 1% do mercado, o que significa que há muito espaço para crescer.

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A empresa lucra ao cobrar um acréscimo de 12% sobre cada produto vendido e consegue garantir a entrega no dia seguinte por deter todo o estoque. Bonilla declarou que, nos últimos 12 meses, a receita da empresa cresceu de US$ 1 milhão para US$ 7 milhões.

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Próximos passos

A empresa foi lançada na Colômbia em 2018, expandiu-se para o México em 2019 e está em fase de pré-lançamento no Brasil, que deve ocorrer no início de 2022. Um dos fatores que difere entre os países de língua espanhola e o Brasil, além do idioma, obviamente, é que as mercearias mexicanas e colombianas em sua maioria aceitam apenas dinheiro, enquanto as do Brasil têm sistemas de ponto de venda que também aceitam cartões de crédito.

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“No México e na Colômbia, 98% doas transações são feitas apenas em dinheiro, então é difícil para as empresas prestarem serviços porque ninguém sabe quem são esses comerciantes”, disse Bonilla.

Enquanto a Chiper agrega essas empresas para lhes oferecer a plataforma de e-commerce, a empresa também está pensando quais outros produtos de tecnologia pode oferecer no futuro no setor de serviços financeiros, mas não especificou nenhum. “No momento, estamos na fase de descoberta”, afirmou.

Com o capital da rodada, a empresa planeja se expandir para o Brasil, contratar 200 engenheiros, determinar seus próximos serviços, adicionar mais 2 mil produtos ao seu catálogo de e-commerce e lançar a entrega em uma hora.

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Histórico

Antes de lançar a Chiper, Bonilla foi o CEO de uma empresa de desenvolvimento na Colômbia chamada Imaginamos. Seu sócio foi Símon Borrero, cofundador e CEO da Rappi. A empresa, que existe até hoje, já trabalhou em cerca de 7 mil projetos de tecnologia em todo o mundo, e a Chiper foi um deles. “Era para ser apenas um pequeno projeto para um atacadista, mas outros atacadistas pediram para usar, e outros comerciantes também – e isso nunca acontece. Foi assim que soubemos que havia uma oportunidade ali”, disse.

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Marcella McCarthy

Marcella McCarthy (Brasil)

Jornalista americana/brasileira especializada em tech e startups com mestrado em jornalismo pela Medill School na Northwestern University. Cobriu America Latina, Healthtech e Miami para o TechCrunch e foi fundadora e CEO de um startup Americano na área de EdTech. Baseada em Miami.

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