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Internacional

Países pobres são mais prejudicados por alta recorde de alimentos

Taxas mais altas de transporte e preços de alimentos, de grãos a vegetais, devem elevar o custo de importação de alimentos em 14%

soja
Por Mumbi Gitau
11 de Novembro, 2021 | 10:47 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — A conta mundial de importação de alimentos deve subir ainda mais do que o esperado, atingindo um recorde este ano. As nações mais pobres, em especial, se veem cada vez mais pressionadas pela ameaça da fome.

Taxas mais altas de transporte e preços de alimentos, de grãos a vegetais, provavelmente elevarão o custo de importação de alimentos em 14%, para US$ 1,75 trilhão, segundo a Organização das Nações Unidas. A ONU também alertou para contas mais altas, à medida que os insumos agrícolas ficam mais caros.

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Os preços dos alimentos atingiram o nível mais alto dos últimos dez anos, pressionando ainda mais os orçamentos familiares afetados pela pandemia, além das contas de energia mais altas. Uma preocupação específica é que os custos de importação de alimentos em países pobres estão subindo mais rápido do que em economias desenvolvidas, algo que está se tornando um problema crescente em regiões que dependem de envios de suprimentos.

Os preços dos grãos subiram no ano passado, com a restrição das colheitas causada pelo mau tempo, o aumento do valor do frete e a escassez de mão de obra, que prejudicou as cadeias de abastecimento. Isso aconteceu paralelamente a uma das maiores altas da fome global em vários anos, enquanto a crise energética também teve um efeito indireto no aumento dos preços dos fertilizantes, trazendo mais uma dor de cabeça aos agricultores.

“Os preços dos alimentos inevitavelmente aumentarão com custos de produção mais altos, e não vai demorar”, disse a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) em um relatório na quinta-feira (11).

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Algumas conclusões do relatório:

  • As contas de importação de alimentos devem aumentar 11% este ano para os países desenvolvidos e quase 20% nas regiões em desenvolvimento.
  • O número global foi maior do que o projetado em junho e a causa disso está relacionada ao fato de alguns países terem comprado mais do que o previsto no segundo e terceiro trimestres.
  • O aumento das contas de importação não necessariamente equivale a mais fluxos de alimentos para países vulneráveis, devido aos custos mais altos de alimentos e frete.
  • Os alimentos básicos estão impulsionando os custos de importação nas economias em desenvolvimento, enquanto os países desenvolvidos respondem por grande parte do crescimento de produtos de alto valor, como peixes e bebidas.

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