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Azerbaijão apoia meta da Opep+ de subir oferta em 400 mil barris

Grandes consumidores de petróleo como EUA, Índia e Japão pedem ao grupo que acelere retomada da produção

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Bloomberg — O Azerbaijão disse que apoiará um plano da Opep+ para aumentar a produção diária de petróleo em 400 mil barris por dia no próximo mês.

“Achamos que seria a decisão ideal para manter a estabilidade”, disse o ministro de Energia, Parviz Shahbazov, em entrevista na capital Baku. Segundo ele, esse aumento ajudaria a prevenir a volatilidade do mercado.

Grandes consumidores de petróleo como Estados Unidos, Índia e Japão têm pedido à Organização dos Países Exportadores de Petróleo e parceiros, que incluem Rússia e Azerbaijão, que aumentem a produção mais rapidamente depois dos cortes profundos decididos no ano passado durante a pandemia. Os ministros de Energia do cartel se reúnem nesta quinta-feira.

Sobre os crescentes pedidos para um aumento mais rápido da produção, Shahbazov disse que qualquer decisão de elevar a oferta deve ser baseada em razões econômicas e em uma ampla pesquisa do mercado.

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Embora a recente alta dos preços do gás natural na Europa tenha elevado a demanda por derivados de petróleo, o ganho não ultrapassa a faixa de 300 mil a 400 mil barris por dia a cada trimestre, observou.

“Não temos visto um aumento drástico da demanda, porque os produtores de eletricidade nem sempre optam necessariamente por derivados de petróleo em substituição ao gás natural”, disse Shahbazov. “Também utilizam energia nuclear e carvão.”

Cotações do petróleo em torno de US$ 60 a US$ 70 por barril podem ser aceitáveis para o Azerbaijão e também para a economia global, segundo o ministro. O petróleo Brent, usado como referência global, é negociado atualmente em torno de US$ 83 o barril.

“Não precisamos de preços muito altos”, disse. “Talvez os preços estejam um pouco altos hoje, mas, como você pode ver, a Opep+ tem elevado a produção todos os meses. Acho que isso terá um impacto nos preços.”

No Azerbaijão, o terceiro maior produtor de petróleo na ex-União Soviética depois da Rússia e do Cazaquistão, a produção caiu para cerca de 700 mil barris por dia este ano em relação a quase 1 milhão de barris por dia há uma década. O país espera manter a produção estável nas próximas décadas, à medida que novos projetos de petróleo na região do Cáspio entrem em operação, disse Shahbazov.

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