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Internacional

Crise logística pode reverter queda de custos de renováveis

Custo não subsidiado da energia solar para concessionárias ficou apenas US$ 1 mais barato em relação ao ano anterior

Granjas de energía solar y eólica en China.
Por Naureen S. Malik
28 de Outubro, 2021 | 11:43 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Construir infraestrutura para a geração de energias renováveis ficou mais barato este ano, mas gargalos nas cadeias de suprimentos globais ameaçam aumentar os custos em 2022, revertendo uma tendência de uma década, segundo a Lazard.

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O custo não subsidiado da energia solar para concessionárias caiu para apenas US$ 28 por megawatt-hora para módulos fotovoltaicos de filme fino em 2021, US$ 1 mais barato em relação ao ano anterior, enquanto o preço para a energia eólica offshore encolheu em US$ 3, para US$ 83, de acordo com análise do custo anualizado de energia preparado pela consultoria de Nova York a ser divulgada na quinta-feira.

Custos de produção mais baixos têm sido um grande benefício, pois países e empresas buscam implementar energias renováveis na corrida para cumprir metas climáticas. O armazenamento em baterias em conjunto com a energia solar fotovoltaica começam a se tornar mais econômicos do que construir uma usina movida a gás natural para manter redes de energia estáveis e garantir reservas, disse George Bilicic, vice-presidente de banco de investimento e chefe de eletricidade global, energia e infraestrutura da Lazard.

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O ritmo de declínio dos custos entre as categorias de renováveis diminui com o amadurecimento da indústria. De fato, depois da queda de 90% dos custos da energia solar para concessionárias desde 2009 e baixa de 72% para fontes eólicas, a redução é mais lenta. Agora, grandes gargalos nas cadeias de suprimentos globais causados pela pandemia podem interromper a tendência de queda.

“Mostramos a redução contínua dos custos para energia renovável, mas achamos que, quando fizermos o próximo estudo, teremos aumento de custos devido aos desafios das cadeias de suprimentos e preços elevados no geral”, disse Bilicic.

A produção de renováveis será pressionada porque os gargalos trazem maiores custos de mão de obra e matérias-primas, disse. Os problemas logísticos também podem levar a atrasos em projetos de energias renováveis, especialmente nos Estados Unidos, onde não há certeza sobre incentivos fiscais e políticas públicas.

“Este ano é diferente, porque temos problemas nas cadeias de suprimentos além da incerteza das políticas públicas”, disse Bilicic. “A transição energética precisa ter uma base fundacional para o investimento, que nos Estados Unidos é impactado pelo ambiente de políticas públicas.”

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Além disso, incorporadoras de armazenamento também competem cada vez mais com o crescente mercado de veículos elétricos por baterias de íons de lítio, disse a Lazard.

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