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Cripto

Boom de ETF de futuros de Bitcoin pode impulsionar custo de produto, diz JP

A demanda reprimida por fundos negociados em bolsa ligados a Bitcoin corre o risco de distorcer o mercado de futuros, aumentando os custos dos investidores

Custo de manutenção de um ETF baseado em futuros de bitcoin pode ser muitas vezes maior do que as taxas de administração do produto
Por Joanna Ossinger
21 de Outubro, 2021 | 05:11 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Antes do revolucionário lançamento do primeiro fundo negociado em bolsa (ETF) vinculado ao Bitcoin, nos Estados Unidos, muitos em Wall Street alertavam que as transações baseadas em derivativos têm um custo, principalmente relativo à manutenção dos contratos.

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Mas depois de apenas dois dias de negociação, estrategistas do JPMorgan Chase alertam que a demanda reprimida por fundos negociados em bolsa de Bitcoin corre o risco de distorcer o mercado de futuros, aumentando os custos dos investidores de ETF.

Trata-se de uma questão urgente, considerando que o Bitcoin Strategy ETF (BITO) da ProShares acumulou nada menos que US$ 1.100 milhões sozinho, dois dias após um dos lançamentos de maior sucesso da história.

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O problema está no custo de renovação contínua dos contratos que o fundo detém, entendido como custo de carregamento. Os estrategistas do JPMorgan, Bram Kaplan e Marko Kolanovic, apontam que o BITO sozinho já representa um quarto dos contratos de derivativos em aberto que não foram liquidados (open interests) de bitcoin em outubro e novembro. E mais ETFs estão chegando.

“Esse custo de carregamento dos futuros pode aumentar ainda mais, se esses produtos acumularem ativos substanciais”, escreveram Kaplan e Kolanovic em nota na quinta-feira (21). “Eles vão elevar tanto a curva de futuros em relação aos preços spot quanto às renovações entre contratos, o que vai gerar um custo mais alto de carregamento.”

Em meados de 2019, o custo médio anual de rolagem entre o segundo e o primeiro contrato de futuros vinculados ao Bitcoin era de cerca de 9%, segundo estrategistas. Entre o quarto e o segundo foi em torno de 8%.

Isso significa que o custo de manutenção de um ETF baseado em futuros de Bitcoin pode ser muitas vezes maior do que as taxas de administração do produto, conforme o JPMorgan. No caso do BITO, o coeficiente de despesa é de 0,95%.

Existem muitos outros fundos se preparando para sair. Embora sejam administrados ativamente e possam, teoricamente, ser negociados em diferentes pontos na curva de futuros, Kaplan e Kolanovic fizeram uma comparação com o surgimento de produtos de volatilidade negociados em bolsa, que cresceram a ponto de impulsionarem seus próprios custos.

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“Quanto mais os investidores se posicionarem no “long”, mais caro se torna sustentar essas posições devido ao impacto do próprio ETP no mercado”, escreveram os estrategistas.

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