Viagens

Com sinal verde a brasileiros, American Airlines amplia voos para os EUA

Companhia aérea opera hoje 16 voos semanais no Brasil e espera chegar aos 38 voos nas semanas de pico de dezembro

Taxis amarillos
15 de Outubro, 2021 | 02:17 pm
Tempo de leitura: 3 minutos

São Paulo — A liberação da entrada de brasileiros (apenas vacinados contra a Covid-19) nos Estados Unidos a partir do dia 8 de novembro provoca um maior interesse em programar viagens internacionais e a procurar voos diretos para as principais cidades norte-americanas. Diante desse novo cenário para os viajantes, a American Airlines decidiu operar novas frequências de São Paulo (GRU) para Dallas/Fort Worth (DFW), Miami (MIA) e Nova York (JFK), e do Rio de Janeiro (GIG) para Miami e para Nova York

As novas opções para os viajantes vão até março de 2022, informou a companhia aérea, que recentemente fechou um acordo de compartilhamento de voos com a Gol. A empresa anunciou essa mudança nas frequências pautada no aumento da demanda, após ser noticiado que os EUA vão flexibilizar para a entrada de brasileiros.

A rota São Paulo-Miami aumentará as frequências a partir de 1º de dezembro, com 10 opções semanais para clientes da American Airlines e 14 semanais a partir de 17 de dezembro. A American aumentará de três voos semanais para voos diários do Rio de Janeiro para Miami em 28 de outubro, antes do início da liberação do ingresso dos brasileiros vacinados.

“O Brasil é um mercado importante para a American Airlines e nosso serviço adicional pós-pandemia confirma nosso compromisso com o mercado brasileiro”, disse José A. Freig, VP de Internacional na American Airlines, em comunicado.

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“É ótimo ver o Brasil continuar a melhorar ao longo de 2021. Nossos clientes procuram a American Airlines como a principal operadora do Brasil aos Estados Unidos, e as novas frequências que anunciamos comprovam que nosso compromisso com o país é forte. Continuaremos a oferecer ainda mais oportunidades para nos reconectarmos com familiares, amigos e colegas”, afirmou Christine Valls, MD Sales, América Latina e Caribe da American Airlines.

Veja mais: Brasileiros esgotam passagens para Réveillon nos EUA; preços disparam

Atualmente com 16 voos semanais no Brasil, a American espera operar 38 voos nas semanas de pico de dezembro. Em novembro, a companhia aérea oferecerá quase 52% a mais de assentos do que hoje e, em dezembro, aumentará em quase 105% os assentos disponíveis para os clientes, segundo o comunicado.

Os brasileiros nunca deixaram de viajar pros EUA. Só que enfrentavam mais restrições, como a exigência de permissões especiais para entrar - como foi o caso dos jornalistas que foram pra IPW 2021 (principal evento-vitrine do turismo norte-americano, realizado em Las Vegas) no mês passado e conseguiram entrar no país.

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Pessoas com visto especial e cidadãos americanos - nascidos por lá ou que conseguiram um greencard - sempre conseguiram entrar . Existe ainda uma demanda de passageiros quem vêm dos EUA para o Brasil, e eles podem vir para cá normalmente.

Vistos

Além do comprovante de vacinação completa, os viajantes estrangeiros precisarão apresentar um resultado negativo de Covid feito ate 3 dias antes da viagem, além do visto americano e passaporte válido. Quem trabalha com consultoria em imigração espera um aumento de movimento em embaixadas e consulados.

“A expectativa é de que até dezembro todos os setores da embaixada e dos consulados americanos no Brasil já estejam operando com 100% da capacidade, e certamente haverá uma diminuição do atual tempo de espera para quem quer solicitar um visto. Muitas pessoas têm reclamado que só estão conseguindo agendar entrevista para visto de turismo para daqui a quase 1 ano, mas os postos consulares certamente irão reduzir esta espera o mais breve possível”, diz o advogado Felipe Alexandre, fundador da AG Immigration, escritório de imigração nos EUA, que atende brasileiros em seus processos de vistos e green cards.

Ele diz que o Governo Biden sofreu pressão do trade turístico para autorizar o retorno dos voos aos EUA. “Embora o presidente Biden tenha sido contra a reabertura no início deste ano, é notório que já não fazia mais sentido manter as restrições sanitárias com muitos países. No Brasil, por exemplo, já existe um avanço significativo no número de pessoas vacinadas. Além disso, Biden já vinha sofrendo uma grande pressão interna por parte da indústria americana do turismo, que foi a que mais sofreu durante a pandemia nos EUA, para reabertura das fronteiras. O turismo representa 2,8% do PIB americano (US$ 712 bilhões) e 77 milhões de pessoas visitam os EUA anualmente”, afirmou Alexandre.

Sérgio Ripardo

Sérgio Ripardo

Jornalista brasileiro com mais de 25 anos de experiência, com passagem por sites de alcance nacional como Folha e R7, cobrindo indicadores econômicos, mercado financeiro e companhias abertas.

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