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Internacional

Marathon Asset começou a comprar dívida da Evergrande, diz CEO

Especialista adquiriu dívida da Evergrande pela primeira vez esta semana e pretende continuar comprando devido aos preços atualmente baixos

Bruce Richards avalia oportunidades decorrentes da crise da China Evergrande
Por Allison McNeely
29 de Setembro, 2021 | 07:51 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — A Marathon Asset Management decidiu comprar dívida emitida pela incorporadora China Evergrande, de acordo com o cofundador e CEO da empresa de investimento, Bruce Richards.

O especialista no chamado crédito “distressed”, ou em reestruturação, adquiriu dívida da Evergrande pela primeira vez esta semana e pretende continuar comprando devido aos preços atualmente baixos, disse Richards em entrevista à Bloomberg TV na quarta-feira. Os títulos da Evergrande com cupom de 10% e vencimento em 2023 lideravam a queda no mercado de dívida de alto rendimento dos EUA na quarta-feira, com queda de 2,375 centavos de dólar para 23,875 centavos.

Segundo Richards, a dívida da Evergrande precisará ser reestruturada, embora a empresa possa fazer alguns pagamentos no curto prazo. Proprietários de imóveis, fornecedores e credores de títulos chineses serão pagos antes de investidores estrangeiros, acrescentou.

Para Richards, existem oportunidades decorrentes da crise da Evergrande. “É um problema para a China, um problema para o seu mercado imobiliário. Um problema para todo o segmento que depende disso. Há muitos empregos relacionados e muito comércio atrelado a isso.”

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A gestora de Nova York, com cerca de US$ 23 bilhões em ativos e 160 funcionários globalmente, possui investimentos em títulos e empréstimos corporativos, crédito estruturado, imóveis e mercados emergentes. Richards e o diretor de investimentos, Louis Hanover, cofundaram a Marathon Asset em 1998, segundo informações do site da empresa.

Sobre o cenário macro, Richards disse que os custos mais altos com mão de obra e insumos serão permanentes. As contratações continuam sendo um problema, assim como a escassez de caminhões, embora o investidor não espere que isso leve muitas empresas ao default, porque os índices de endividamento melhoraram, disse.

“O default caiu para menos de 2%, e o que veremos é cerca de 1%. Não me preocuparia muito nesta fase com defaults”, afirmou.

A Marathon ainda aposta no setor de hospitalidade do Reino Unido em meio à recuperação do turismo e tem feito mais aquisições no segmento, disse Richards.

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