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ESG

Emissões de carbono do transporte marítimo aumentam

Alta coincide com a escassez de gás natural, que obriga geradoras de eletricidade ao redor do mundo a intensificarem o uso de poluentes

Aumento das emissões faz diferença na batalha contra a mudança climática
Por Isis Almeida
28 de Setembro, 2021 | 04:27 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A onda de compras impulsionada pela pandemia provoca pelo menos uma consequência inesperada: as emissões do transporte marítimo estão novamente em alta.

Entediados em casa, consumidores encomendam de máquinas de lavar a bicicletas ergométricas da Peloton, o que expande o comércio global de mercadorias e a demanda por navios para entregá-las. Com tantos pedidos registrados, a frota de contêineres aumenta o ritmo, queimando mais combustível, de acordo com a Cargill, maior trading agrícola do mundo.

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O aumento das emissões do transporte marítimo coincide com a escassez de gás natural que obriga geradoras de eletricidade ao redor do mundo a intensificarem o uso do poluente carvão e até mesmo óleo combustível. Também vai contra previsões anteriores, como da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), cuja projeção apontava emissões “significativamente menores” do setor no ano passado e em 2021.

“O comércio global está crescendo, e isso significa que as emissões do transporte aumentarão”, disse Jan Dieleman, chefe da divisão de transporte marítimo da Cargill, em entrevista em Londres no início deste mês. “A frota de contêineres está acelerada, então as emissões desse setor vão aumentar, não diminuir.”

O aumento das emissões faz diferença na batalha contra a mudança climática porque, no total, o setor de navegação libera mais carbono na atmosfera do que França e Reino Unido juntos. O segmento se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa pela metade até 2050.

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As opiniões da Cargill têm peso no setor marítimo porque a empresa é uma grande fonte de demanda por navios. A qualquer momento, companhia costuma contratar mais de 600 embarcações e, como muitos grandes rivais, monitora cuidadosamente as emissões e o consumo de combustível.

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O comércio global tem se expandido de forma rápida e desigual, causando gargalos no frete de contêineres. Enquanto a economia da China funciona novamente a todo vapor, vários portos no Ocidente enfrentam congestionamento devido à escassez de trabalhadores devido à Covid. Isso tem atrasado o carregamento e descarregamento de contêineres, e algumas empresas estão recorrendo ao transporte de produtos a granel que normalmente colocariam em contêineres, disse Dieleman.

A atividade marítima “está de volta ao apogeu”, e o mercado de transporte de commodities, incluindo soja e carvão, deve permanecer forte nos próximos três a seis meses, disse Dieleman, acrescentando que o aumento dos preços da energia impulsionará o comércio de carvão nos próximos meses de inverno pelo menos enquanto a China aumentar as importações.

Ainda assim, as emissões não devem retornar aos níveis recordes vistos em 2008, já que a indústria investiu em tecnologia para economia de combustível e as cadeias de suprimentos agora são mais eficientes, de acordo com Dieleman. Outro desafio é que a IMO só pode controlar o que acontece no V

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