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Negócios

Vale e mineradora asiática entram em projeto para acelerar mineração no Brasil

Junto com a Sul Americana de Metais SA, a companhia foi qualificada para uma nova política do governo federal que visa agilizar o licenciamento de projetos de mineração

Nova política do governo visa agilizar o processo de licenciamento de projetos de mineração estratégicos
Por Mariana Durao
16 de Setembro, 2021 | 07:51 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — A gigante de mineração Vale e uma produtora de metais asiática estão entre as primeiras empresas a entrar em um programa brasileiro que visa reduzir a burocracia e acelerar projetos de mineração no país sul-americano.

A Vale e a Sul Americana de Metais SA se qualificaram para uma nova política do governo Jair Bolsonaro, que visa agilizar o processo de licenciamento de projetos de mineração considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico do país. A política Pró-Minerais Estratégicos foi criada em março para impulsionar os recursos e a produção de minerais usados em produtos de alta tecnologia e considerados vitais para o superávit comercial.

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A Vale, a segunda maior produtora de minério de ferro do mundo, se qualificou para uma mina e projetos em seu complexo Serra Norte, bem como o projeto de cobre do Alemão no norte do Brasil. Outro projeto em Carajás está em análise. A empresa sediada no Rio de Janeiro não quis comentar. A Vale citou atrasos na obtenção de licenças para essas operações na semana passada como um motivo para justificar a redução de sua meta anual de produção de minério de ferro em 7,5% em relação a uma previsão anterior.

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A Sul Americana de Metais, uma unidade da Honbridge Holdings, sediada em Hong Kong, tem buscado desenvolver um complexo de minério de ferro de US$ 2,1 bilhões no estado de Minas Gerais, embora tenha lutado para obter licenças.

“Esperamos que isso ajude a acelerar o processo de licenciamento e a tirar o projeto do papel”, disse o CEO Jin Yongshi em mensagem.

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O projeto de sua empresa, o Bloco 8, tem como objetivo produzir 27,5 milhões de toneladas por ano e inclui um mineroduto e barragem capaz de armazenar 70 vezes mais rejeitos do que a barragem Vale em Brumadinho, que rompeu em janeiro de 2019, em um dos desastres de mineração mais letais do país.

O Ministério de Minas e Energia, que coordena o programa, disse que a qualificação não garante que os projetos terão licenças. As medidas do governo vão ajudar a facilitar o relacionamento com as autoridades ambientais, que ainda são responsáveis pelo licenciamento.