Estilo de vida

Casas de luxo em Londres têm menor número de compradores estrangeiros em uma década

O mercado de luxo de Londres, com algumas das casas mais caras do mundo, há muito depende de compradores estrangeiros ricos para aumentar os preços

Preços de imóveis nos bairros mais ricos aumentaram apenas 1,7% neste ano até julho
Por Olivia Konotey-Ahulu
12 de Setembro, 2021 | 07:49 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — Os compradores estrangeiros estão cada vez contribuindo menos para o mercado imobiliário de luxo do centro de Londres.

A parcela de compradores do exterior despencou para apenas 27% no primeiro semestre deste ano, nível mais baixo desde que a imobiliária Hamptons International começou a monitorar os dados em 2011. O percentual é pouco mais da metade do registrado em 2020, quando a pandemia isolou boa parte do planeta.

O mercado de luxo de Londres, com algumas das casas mais caras do mundo, há muito depende de compradores estrangeiros ricos para aumentar os preços – estes representaram cerca de metade do mercado na última década. Isso ainda ocorria em 2020, mesmo com a interrupção das viagens internacionais.

Este ano, a parcela de compradores de todas as regiões, exceto do Oriente Médio e do Leste Asiático, caiu ou estagnou à medida que os custos operacionais ficaram mais altos. Desde abril, os compradores estrangeiros ficaram sujeitos a uma sobretaxa de imposto do selo de 2%, enquanto a libra subiu cerca de 6% em relação ao dólar norte-americano nos últimos 12 meses.

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“Esta é uma grande mudança que vimos no ano passado”, disse Aneisha Beveridge, chefe de pesquisa da Hamptons. “Embora o retorno dos compradores estrangeiros ainda esteja fortemente atrelado ao coronavírus, esperamos que os números comecem a aumentar no final do ano e em 2022 à medida que sejam retomadas as viagens internacionais”.

Os vendedores provavelmente aplaudiriam o retorno. Os preços nos bairros mais ricos da cidade estavam amplamente estagnados mesmo antes da pandemia, após uma série de aumentos de impostos e a incerteza após a votação do Brexit em 2016. Os preços aumentaram apenas 1,7% neste ano até julho, segundo a empresa de dados LonRes, mesmo com o mercado imobiliário mainstream do Reino Unido continuando a aproveitar seu boom.

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