Novo plano chinês mira 55 milhões de empregos e melhorias nos direitos trabalhistas

Taxa de desemprego ficará limitada a 5,5% e os salários como proporção do PIB serão elevados, disse o Conselho de Estado da China

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Bloomberg — O Conselho de Estado da China traçou um novo plano de empregos visando 55 milhões de empregos urbanos até 2025, melhorias nos direitos trabalhistas e reforço no treinamento da força de trabalho.

A taxa de desemprego ficará limitada a 5,5%, os salários como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) serão aumentados e a idade média de educação da população ativa será elevada, disse o Conselho de Estado - o equivalente a um gabinete do governo - em um plano detalhado publicado na sexta-feira (27).

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Pequim prometeu fazer do emprego uma das principais prioridades de sua política econômica, meta que recentemente ganhou mais importância, junto ao esforço das autoridades para reduzir a desigualdade e alcançar a “prosperidade comum”. Parte disso inclui a melhoria dos direitos dos trabalhadores, especialmente em setores como a tecnologia, o que foi anunciado na sexta-feira por um alerta do tribunal sobre a cultura de trabalho excessivo.

Sobre direitos trabalhistas, o governo se comprometeu a fiscalizar empresas, para que adotem horários de trabalho que estejam de acordo com a lei e garantam folgas a seus funcionários. Também se comprometeu a reduzir a discriminação na força de trabalho, incentivar empregadores a adotar políticas flexíveis para trabalhadoras que cuidam de bebês, além de fornecer treinamento profissional às mulheres que deixaram o local de trabalho para se concentrar na maternidade.

Um novo foco no plano de emprego é a promessa de aumentar a participação dos salários dos trabalhadores na economia, uma medida que reduziria a desigualdade de renda. Pequim prometeu aumentar benefícios trabalhistas, especialmente para trabalhadores da linha de frente, além de salários mais altos e maior produtividade.

As autoridades também buscam aumentar os níveis de qualificação na economia, especialmente por meio da educação profissional. A média de anos de escolaridade da força de trabalho aumentará de 10,8 anos para 11,3 anos. Como a única meta obrigatória entre todos os 10 objetivos listados, sinaliza os esforços do país para atualizar seu setor de manufatura e subir na cadeia de valor.

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