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Agro

Bilionário australiano pede rigor sobre ‘bem-estar animal’ e sustentabilidade em acordo da JBS

Para Andrew Forrest, autoridades australianas terão que considerar “seriamente” o histórico da empresa brasileira quando analisar compra de produtora de salmão da Tasmânia

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Bloomberg — O bilionário Andrew Forrest, que desafiou o plano da JBS de adquirir uma produtora de salmão da Tasmânia, disse que o bem-estar animal deve estar no topo da agenda quando a empresa buscar a aprovação da Austrália para o negócio.

Autoridades australianas terão que considerar “seriamente” o histórico da produtora de carne em sustentabilidade ambiental e bem-estar animal, disse Forrest em entrevista. “Muita coisa veio à luz” desde que o Conselho de Revisão do Investimento Estrangeiro (FIRB, na sigla em inglês) aprovou pela última vez uma transação da JBS, acrescentou.

Na semana passada, a JBS fez uma oferta pública de aquisição da australiana Huon Aquaculture em paralelo a uma proposta anterior de compra da empresa por US$ 314 milhões. Forrest, ao mesmo tempo, acumulou uma participação de 18,5%. A oferta da semana passada tem uma condição de aceitação mínima mais baixa, o que, segundo a JBS, dá aos acionistas da Huon maior certeza de que o acordo irá em frente.

Forrest quer que a maior produtora de carne do mundo se comprometa com melhores padrões ambientais e de pecuária, tanto no cultivo de salmão quanto em suas operações de carne. A JBS afirma compartilhar a visão de que “bons negócios também devem ser bons para o meio ambiente” e que “manterá os mais altos padrões” de saúde dos peixes e práticas agrícolas sustentáveis.

O magnata da mineração disse que desafia a JBS a justificar suas práticas ambientais e de pecuária para o Conselho de Revisão do Investimento Estrangeiro do país. “Simplesmente não consigo ver como a JBS, sem um compromisso e ação claros e firmes, pode ser confiável para cuidar dos recursos hídricos naturais da Tasmânia ou dos oceanos australianos. Não vemos esse recorde em terra.”

Um assessor de imprensa da JBS na Austrália reafirmou a posição da empresa sobre o bem-estar animal em resposta a perguntas da Bloomberg, dizendo que sua abordagem abrange o bem-estar físico e mental dos animais, sem fome, dor, doença e medo. O Conselho de Revisão não quis comentar.

A JBS já opera uma unidade de processamento de carne bovina em Longford, na Tasmânia. A empresa também comprou a processadora de suínos Rivalea em abril, negócio que gerou uma consulta pública da agência de concorrência da Austrália sobre se a aquisição teria impacto excessivo nesse mercado.

Forrest, que construiu sua fortuna como fundador da gigante de minério de ferro Fortescue Metals, se tornou mais atuante no agronegócio nos últimos anos. Com PhD em ciências marinhas, entrou no mercado de aquicultura, adquirindo no ano passado operações de cultivo de ostras em Albany, na Austrália Ocidental, e concentrando grande parte do trabalho de sua fundação na conservação dos oceanos.

“O FIRB deve levar em consideração todas as informações que eles têm agora desde que aprovaram pela última vez um investimento da JBS”, disse Forrest, citando supostos subornos, desmatamento e maus-tratos de animais. “Todo consumidor na Austrália tem o direito absoluto de saber que a comida em seu prato não veio de um animal que sofreu.”

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