Robô entra em campo: Hyundai apresenta Atlas na Copa e mira produção em massa nos EUA

O robô humanoide Atlas foi apresentado no jogo entre Brasil e Noruega e imitou comemorações de Matheus Cunha e Son Heung-min; montadora planeja fabricar até 30 mil por ano nos EUA a partir de 2028

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Bloomberg — A Hyundai Motor apresentou seu robô humanóide Atlas na Copa do Mundo da FIFA de 2026, destacando seu avanço técnico no maior palco do futebol, enquanto a montadora sul-coreana se prepara para a produção em massa e a implantação em fábricas.

Durante uma partida das oitavas de final entre Brasil e Noruega no Estádio de Nova York/Nova Jersey no domingo, o Atlas — desenvolvido pela unidade Boston Dynamics da Hyundai — atravessou o túnel dos jogadores e realizou várias comemorações de gols, incluindo a icônica comemoração do “surf” do atacante brasileiro Matheus Cunha e o gesto para a câmera do astro sul-coreano Son Heung-min, antes de entregar a bola da partida ao árbitro.

A aparição marca a primeira demonstração pública ao vivo do robô desde que sua versão pronta para produção foi apresentada na feira de tecnologia CES, em janeiro.

A Hyundai planeja fabricar até 30 mil humanóides por ano nos EUA a partir de 2028, principalmente para uso em suas fábricas na Geórgia.

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A apresentação também é o ponto alto da campanha “School of Football” da empresa, uma série de vídeos que detalha como o Atlas aprendeu manobras atléticas complexas, incluindo a “Rabona Fantasma” — um chute enganador dominado por lendas como o brasileiro Pelé e o argentino Diego Maradona.

A Hyundai patrocina o torneio desde 1999 e atua como parceira oficial de robótica da FIFA na edição deste ano.

A campanha tem como objetivo demonstrar como a tecnologia robótica avançada pode ir além de ambientes controlados de laboratório, permitindo que humanóides realizem tarefas sofisticadas enquanto se adaptam a ambientes imprevisíveis, segundo a Hyundai.

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Testar o Atlas em um estádio ao ar livre forneceu dados de engenharia essenciais para futuras implantações em fábricas. Operar na grama, por exemplo, obriga o robô a lidar com variáveis como a elasticidade da superfície e riscos de escorregões que não existem nos pisos de concreto dos laboratórios.

“O Atlas já aprendeu a executar e imitar esse movimento de maneira confiável, para que possa se adaptar a qualquer situação que ocorra na prática”, afirmou Alberto Rodriguez, diretor de comportamento robótico da Boston Dynamics, em entrevista à Bloomberg News.

“A forma como esse sistema funciona em simulação é suficientemente escalável.”

Outro objetivo, disse ele, é melhorar a compreensão do público sobre a robótica e mostrar que a tecnologia “deverá transformar primeiro a indústria e, em seguida, nossas vidas cotidianas na próxima década”.

O rápido avanço dos robôs tem alimentado preocupações com a segurança no emprego em todo o mundo, levando os sindicatos a se oporem à substituição por máquinas automatizadas.

O próprio sindicato da Hyundai está exigindo que a administração consulte os trabalhadores antes de adotar humanóides como parte das negociações salariais em andamento.

“Sempre gostamos de desafios que talvez tenham uma conexão divertida com algo com que as pessoas possam se identificar, neste caso, o futebol”, disse Rodriguez. “Mas sabemos que isso se traduzirá em benefícios gerais.”

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