Comprimidos de GLP-1 reduzem menos o apetite por doces e salgados do que ‘canetas’

De acordo com uma nova pesquisa da Bloomberg Intelligence, 49% dos pacientes que fazem uso da medicação injetável reduziram a frequência dos petiscos para uma vez por dia; entre os que tomavam o medicamento na forma de comprimido, percentual foi de 39%

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Bloomberg — Os usuários de comprimidos de GLP-1 para perda de peso reduziram menos o consumo de peticos doces e salgados do que aqueles que recebem o tratamento por meio de injeções, de acordo com uma nova pesquisa da Bloomberg Intelligence.

Entre aqueles que tomam os medicamentos por via oral, 74% afirmaram estar consumindo menos petiscos salgados, em comparação com 80% entre aqueles que tomam GLP-1 por injeção, de acordo com o relatório da Bloomberg Intelligence.

Da mesma forma, 76% dos usuários de comprimidos afirmaram estar consumindo menos produtos de panificação, um percentual inferior aos 82% registrados entre aqueles que recebem o tratamento por injeção. Esse padrão se repetiu em outras categorias, incluindo doces e alimentos de longa duração, como sopas.

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“Embora os GLP-1 orais ainda representem um desafio para fabricantes de alimentos como a Mondelez, a Hershey, Kraft Heinz e General Mills, o crescimento no uso de comprimidos poderia reduzir o impacto negativo dos medicamentos para perda de peso nas vendas de produtos”, afirmaram as analistas da Bloomberg Intelligence, Jennifer Bartashus e Keana Bloomfield, no relatório, que se baseia nos resultados de uma pesquisa realizada com 1.001 pessoas nos Estados Unidos em julho.

A Mondelez e a Hershey ainda estão entre as empresas mais expostas a possíveis quedas nas vendas, escreveram Bartashus e Bloomfield, uma vez que os usuários de GLP-1 reduziram de forma mais drástica o consumo de doces, produtos de panificação e salgadinhos.

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Os comprimidos de GLP-1 também demonstraram uma eficácia ligeiramente menor na redução da frequência com que as pessoas optavam por petiscos, de acordo com a pesquisa.

Entre as pessoas que costumavam petiscar três vezes por dia antes de iniciar o tratamento com um medicamento para emagrecimento, 49% das que injetavam o tratamento reduziram a frequência dos petiscos para uma vez por dia. Entre os que tomavam o medicamento na forma de comprimido, 39% fizeram o mesmo.

Aqueles que recebiam injeções também aumentaram seu consumo de frutas e vegetais mais do que aqueles que tomavam a forma em comprimidos, de acordo com a pesquisa.

Em estudos, os comprimidos de GLP-1 são associados a uma perda de peso ligeiramente mais baixa do que as injeções. No entanto, as empresas farmacêuticas alertam contra o uso de comparações entre diferentes ensaios clínicos.

Embora a versão em comprimidos dos tratamentos possa ser menos eficaz do que as injeções, espera-se que sua introdução impulsione o aumento do uso de GLP-1 nos próximos anos, em parte porque é mais fácil de tomar para a maioria das pessoas.

Até 2030, espera-se que mais de 19% da população esteja em tratamento com um medicamento à base de GLP-1, um aumento em relação aos cerca de 7,5% registrados neste ano, de acordo com o relatório do BI.

A crescente prevalência dos medicamentos à base de GLP-1 surgiu como uma ameaça ao crescimento das vendas das empresas de alimentos, uma vez que os usuários passam a comer menos.

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No entanto, as empresas afirmam que estão se adaptando às mudanças nas preferências e reforçaram sua seleção de produtos com maior teor de proteínas, fibras e outros nutrientes. A PepsiCo, por exemplo, oferece agora Doritos com alto teor de proteína.

Executivos de empresas do setor alimentício apontaram dados anteriores que mostram que os usuários de GLP-1 retornam aos seus hábitos alimentares anteriores quando interrompem o uso desses medicamentos.

No entanto, a pesquisa da BI constatou que 46% das pessoas que interromperam o uso dos medicamentos afirmaram manter consistentemente seus hábitos de compra de alimentos, e 41% afirmaram ter mantido consistentemente um consumo menor de refrigerantes.

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