Vendas de relógios suíços voltam a crescer com impulso da China, apesar de queda nos EUA

Resultado de agosto reforça melhora do setor, mas queda de 19,4% nas vendas aos EUA e dúvidas sobre a demanda chinesa ainda desafiam marcas

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Bloomberg — As exportações de relógios suíços cresceram pelo quarto mês consecutivo em agosto, impulsionadas pela China e pelo Japão, apesar de uma queda acentuada nas remessas para os EUA.

O valor total das remessas registrou alta de 9,1% em relação ao ano anterior, tornando a média móvel de 12 meses positiva pela primeira vez em dois anos, informou a Federação da Indústria Relojoeira Suíça nesta quinta-feira (17).

Embora a tendência tenha melhorado, os resultados mostraram que o mercado global de relógios continua enfrentando desafios decorrentes do impacto das tarifas e das tensões geopolíticas, que têm prejudicado as vendas de artigos de luxo.

Os volumes de relógios de gama média e alta apresentaram desempenho inferior ao dos modelos mais baratos, afirmou o analista da Vontobel, Jean-Philippe Bertschy, em uma nota.

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As remessas para o Japão, Singapura e China registraram alta, enquanto as exportações para os EUA caíram acentuadamente em agosto, com uma redução de 19,4%.

“Regionalmente, os dados apresentaram uma volatilidade excepcional”, afirmou Bertschy. A queda nos EUA reforça a visão de que “o mercado ainda está distorcido por movimentos de estoque relacionados a tarifas e bases de comparação difíceis”.

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O mês de agosto é fundamental para o desempenho das empresas no terceiro trimestre devido ao Dia dos Namorados chinês, que ocorre em 19 de agosto.

Ainda assim, as marcas de luxo globais têm enfrentado uma queda cada vez mais acentuada nas vendas na China, onde a economia está desacelerando e o governo tem reprimido o consumo ostensivo. Uma pressão para tributar a riqueza no exterior também está sendo sentida, desde os mercados de ações até os cassinos, pesando sobre os gastos dos consumidores mais ricos.

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“Um mês positivo não é suficiente para estabelecer uma recuperação sustentável, especialmente à luz das renovadas preocupações em torno da demanda do consumidor chinês”, acrescentou Bertschy.

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