Smart Fit compra fatia do Buddha Spa por até R$ 32 mi e vai apoiar expansão no exterior

Grupo dono de mais de 2,2 mil academias em 16 países anunciou acordo para adquirir até 20% da maior marca de spas do Brasil, que inaugura em dezembro sua primeira unidade em Santiago, no Chile, e planeja 100 endereços na América Latina

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Bloomberg Línea — A Smart Fit (SMFT3) vai pagar até R$ 32 milhões por até 20% do Buddha Spa e amplia sua atuação em bem-estar para além das academias, com opção de chegar a 30% do capital.

O acordo, anunciado nesta segunda-feira (5), dá à maior rede de spas do país os recursos e a experiência da Smart Fit, presente em 16 países. O Buddha Spa abre em dezembro sua primeira unidade no exterior, em Santiago, no Chile.

A opção de compra dos 10% adicionais constará de um acordo de acionistas, a ser assinado no fechamento, que também vai regular a governança da companhia.

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A participação final e o preço dependem de condições comerciais previstas no contrato, e o fechamento está sujeito a condições precedentes usuais, informou a Smart Fit, dona de mais de 2,2 mil academias, em comunicado.

A gestão do negócio segue integralmente com os atuais executivos, segundo o Buddha Spa. Fundada em 2001, a rede que completa 25 anos opera 149 unidades em 12 estados, 96% delas franqueadas, e oferece massagens, day spas, terapias faciais e tratamentos estéticos, de acordo com o comunicado.

“A entrada da Smart Fit traz sócios e um time com amplo know-how de como escalar negócios na América Latina, com profundo conhecimento do mercado, além de capital para acelerar nossos próximos movimentos”, afirmou Gustavo Albanesi, CEO e fundador do Buddha Spa, em nota.

Para o grupo de academias, a operação amplia sua atuação em saúde e bem-estar com a adição de serviços complementares ao seu ecossistema.

As ações da Smart Fit subiam 14,92% às 10h41 desta segunda-feira (5), cotadas a R$ 20,26, no dia do anúncio.

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A alta ainda deixa o papel 11,9% abaixo dos R$ 23 da oferta inicial, em julho de 2021, e 34,6% abaixo dos R$ 31 do fechamento do primeiro pregão, quando a ação disparou 34,78%. Em 2026, a queda acumulada era de 11,84%, e em 12 meses, de 19,28%.

O faturamento da rede de spas, por sua vez, subiu 36% em 2025, informou a empresa. No setor de franquias, a alta foi de 10,8% em termos nominais, e no segmento de saúde, beleza e bem-estar, de 13,1% em receita, nos 12 meses até setembro, segundo a ABF (Associação Brasileira de Franchising).

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A expansão também ganhou ritmo. A rede inaugurou 37 unidades e assinou 34 novos contratos em 2025, dos quais 58% com multifranqueados, investidores que operam mais de uma unidade.

Em novembro daquele ano, somava mais de 2,1 mil profissionais e mais de 85 mil atendimentos por mês, segundo a empresa, que planeja chegar a mais cinco estados em 2026.

“Crescemos acima do mercado porque entendemos que o bem-estar deixou de ser um luxo e passou a ser parte da rotina das pessoas”, disse Albanesi.

Negócio além das massagens

Os recursos da Smart Fit também vão financiar novas aquisições, frente que a rede já vinha acelerando. Em junho de 2025, pagou R$ 7,5 milhões pelo Espaço Prana, com cinco unidades em São Paulo, operadas no modelo híbrido, em que a franqueadora participa como sócia.

Em novembro, comprou a Pomander, de florais de Bach, aromaterapia e cosméticos naturais, por R$ 4,8 milhões. Foi a sétima aquisição da história da rede. As fundadoras da marca, Marcia Rissato e Samanta Alves, passaram a deter 15% do Buddha Lab, a holding de produtos do grupo, informou a empresa na época.

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A equipe técnica da Pomander foi integrada à área de pesquisa e desenvolvimento do Buddha Lab, enquanto o e-commerce, os marketplaces e as lojas físicas da marca seguiram independentes.

O grupo previa ainda para 2026 os spas Pomander, voltados a hotéis, pousadas e condomínios residenciais, em um nicho separado das unidades Buddha Spa.

Primeira unidade no Chile

No Chile, a unidade de Santiago será própria e ficará em Vitacura, uma das regiões mais valorizadas da capital. Na estreia, oferecerá cerca de 70% do cardápio de serviços do Brasil, que será ampliado aos poucos. O plano prevê uma segunda operação no país e, depois, a chegada a Paraguai, Argentina, Colômbia e Peru, primeiro com unidades próprias e só depois com parceiros locais.

A escolha do Chile levou em conta o gasto com bem-estar. O país registrou gasto per capita de US$ 874 nesse setor em 2024, ante US$ 592 no Brasil, segundo dados do GWI (Global Wellness Institute) citados pelo Buddha Spa.

“A América Latina é um oceano azul para o formato de negócio do Buddha Spa”, afirmou o CEO.

A meta é chegar a cerca de 100 unidades na América Latina em cinco anos e, no longo prazo, a mil endereços entre Brasil e exterior, quando a operação internacional poderá superar a brasileira, projeta a empresa.

No mercado doméstico, a rede procurava um franqueado para abrir sua primeira unidade em Brasília.

A estratégia acompanha o avanço global do setor. A economia mundial do bem-estar movimentou US$ 6,8 trilhões em 2024 e deve alcançar US$ 9,8 trilhões em 2029, segundo o GWI.

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