Bloomberg — As operações da seguradora Prudential no Brasil e no México atraíram o interesse da CNP Assurances e da MetLife, em um negócio que pode render cerca de US$ 3 bilhões à Prudential, de acordo com pessoas familiarizadas com o tema em Bloomberg News.
A Mapfre também mostrou interesse anteriormente, mas não está claro se fará uma oferta, as pessoas disseram, pedindo anonimato para discutir informações privadas. A japonesa Daiichi decidiu não fazer uma oferta no momento, disseram as pessoas.
A operação deve ser anunciada este ano, embora os termos e ofertantes possam mudar, disseram as pessoas.
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A Prudential busca US$ 3 bilhões pelas operações combinadas no Brasil e no México, disseram as pessoas, sendo que o Brasil representa quase 90% do pacote. A expectativa é que a transação seja anunciada ainda este ano, afirmaram.
Representantes da Prudential, da MetLife, da CNP, da Daiichi e da Mapfre não comentaram.
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A Prudential vende seguros de vida no Brasil e figura entre as maiores seguradoras do país, com R$ 4,88 bilhões em prêmios, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão que regula o setor, referentes ao período de janeiro a julho.
Qualquer comprador provavelmente terá de lidar com disputas trabalhistas pendentes contra a Prudential no Brasil, disse uma das pessoas. A empresa quer reverter provisões relacionadas a esses processos para pagar dividendos à sua controladora antes do fechamento do negócio, afirmou a pessoa.
Alguns dos interessados querem descontar essas provisões do preço de compra. A empresa mantinha cerca de R$ 193 milhões em provisões para ações trabalhistas em junho de 2026, segundo suas demonstrações financeiras.
Sediada em Newark, Nova Jersey, a Prudential tem buscado simplificar suas operações por meio da venda de ativos em mercados emergentes.
O CEO Andy Sullivan busca reduzir a presença da empresa e realocar recursos para negócios que dependam menos de capital, como forma de aumentar os lucros. A diretora financeira Yanela Frias disse, no mês passado, que a venda das unidades do México e do Brasil estava “bem adiantada”.
-- Com a colaboração de Nao Sano e Andrés González.
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