Bloomberg — A Meta Platforms começou a avisar milhares de funcionários de que eles serão demitidos, como parte de uma reestruturação anunciada anteriormente com o objetivo de reduzir custos enquanto a companhia amplia os investimentos em inteligência artificial.
A empresa iniciou o envio das notificações a trabalhadores ao redor do mundo na manhã de quarta-feira, começando pelos funcionários na Ásia, que receberam o comunicado às 4h no horário de Singapura.
Funcionários nos Estados Unidos também devem ser informados ao longo da manhã, segundo um memorando interno.
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Os funcionários foram orientados a trabalhar de casa enquanto a companhia elimina cerca de 8 mil cargos globalmente.
Esta nova rodada de cortes deve atingir principalmente as equipes de engenharia e produto da Meta, e novas demissões podem ocorrer mais tarde neste ano, disseram pessoas familiarizadas com os planos da empresa à Bloomberg News. Elas pediram anonimato porque as informações não são públicas.
“Empresas automatizadoras como a Meta correm o risco de deixar de ser empregadoras desejadas à medida que fica claro que substituirão pessoas sempre que houver oportunidade”, afirmou Jan-Emmanuel De Neve, professor de economia e ciência comportamental da Universidade de Oxford.
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“Isso pode gerar economia de custos no curto prazo, mas comprometer o potencial de crescimento no longo prazo ao prejudicar o bem-estar e o engajamento dos funcionários.”
Na segunda-feira, a Meta informou aos funcionários que cerca de 7 mil trabalhadores também foram realocados para equipes recém-criadas focadas em iniciativas de IA, incluindo produtos e agentes de inteligência artificial.
A empresa, que se comprometeu a investir mais de US$ 100 bilhões em despesas de capital ligadas à IA neste ano, tinha pouco menos de 80 mil funcionários no fim de março, antes das transferências e demissões.
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“Chegamos a um estágio em que muitas organizações podem operar com uma estrutura mais enxuta, com equipes menores organizadas em grupos que conseguem se mover mais rápido e com maior autonomia”, escreveu Janelle Gale, chefe global de pessoas da Meta, no memorando analisado pela Bloomberg News.
“Acreditamos que isso tornará a empresa mais produtiva e o trabalho mais gratificante.”
--Com a ajuda de Shona Ghosh.
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