Lucro da Vale sobe 39% no 1º trimestre e atinge US$ 1,9 bi com alta de preços e volumes

No período, a mineradora brasileira reportou uma receita líquida de US$ 9,2 bilhões, avanço de 14% ano contra ano; Ebitda sobe 23%, a US$ 3,8 bilhões

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Bloomberg Línea — O lucro líquido da Vale (VALE3) no primeiro trimestre alcançou US$ 1,9 bilhão, alta de 39% sobre o mesmo período do ano passado, segundo documento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite desta terça-feira (28).

No critério atribuível aos acionistas proforma, que exclui itens não recorrentes, o resultado líquido alcançou US$ 1,89 bilhão no período, alta de 29% ano contra ano.

Segundo o documento, o desempenho se deve a maiores preços de referência e melhor realização em todos os segmentos, bem como volumes mais elevados de vendas de minério de ferro, cobre e níquel.

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“Durante o trimestre, alcançamos recordes de produção em múltiplos ativos, demonstrando a força de nossas operações. Nosso portfólio flexível nos permitiu capturar oportunidades em um ambiente de mercado robusto, enquanto a busca contínua por eficiência de custos segue preservando nossa competitividade e construindo resiliência diante de pressões externas persistentes”, afirmou o CEO da Vale, Gustavo Pimenta, no balanço.

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O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado atingiu US$ 3,8 bilhões de janeiro a março, alta de 23% sobre igual período do ano passado.

De acordo com o documento, os efeitos positivos do trimestre foram parcialmente compensados pelo impacto negativo da apreciação do real, maiores custos e despesas operacionais, incluindo a aquisição de volumes de terceiros.

Já a receita líquida da companhia foi de US$ 9,2 bilhões no primeiro trimestre, um avanço de 14% ano contra ano.

As projeções do mercado para o desempenho da mineradora apontavam para um crescimento dos principais indicadores.

A Vale destacou que as vendas melhoraram em todos os segmentos de negócios no período.

O preço médio realizado do minério de ferro foi 5,5% superior ao mesmo intervalo do ano passado, atingindo US$ 95,8 por tonelada, impulsionado principalmente pela maior qualidade e prêmios. Segundo a companhia, isso reflete a estratégia de portfólio de produtos, a flexibilidade do mix e prêmios de mercado mais elevados para insumos com baixo teor de alumina.

A Vale salientou que o custo médio do frete marítimo da companhia se manteve estável em relação ao último trimestre de 2025, diante da eficácia da estratégia de afretamento de longo prazo “que reduz tanto custos quanto volatilidade”.

No entanto, a mineradora informou no balanço que o custo anual caminha para o limite superior das faixas de estimativas se considerado o consenso de mercado de câmbio médio de R$ 5,25 para o dólar e preços do petróleo Brent (e produtos relacionados) de US$ 90 por barril.

A dívida líquida da Vale atingiu US$ 13,558 bilhões no primeiro trimestre, aumento de 11% na comparação anual. O prazo médio da dívida encerrou o trimestre em 8,4 anos.

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