Faria Lima resiste às saídas de Netflix e Master, com vacância baixa e m² a R$ 350

Segundo levantamento da JLL, a absorção dos escritórios na região se mantém sem rupturas ou quedas bruscas, mostrando a resiliência da área mais nova da avenida

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Bloomberg Línea — Os escritórios da Faria Lima seguem atrativos e com preços elevados, apesar de desocupações relevantes no último trimestre, como as da Netflix e do Banco Master.

Segundo levantamento da consultoria internacional JLL, a absorção na região se mantém sem rupturas ou quedas bruscas, mostrando a sua resiliência, com preços de aluguel do m² de até R$ 350.

Para a diretora de locações da JLL, Yara Matsuyama, a cidade como um todo vem registrando aumento do preço pedido médio do aluguel, com cada região trazendo uma dinâmica.

Especificamente a área da “Faria Lima nova” registrou um preço pedido médio de R$ 310 por m² no último trimestre. “A tendência de alta deve persistir. Apesar das saídas do último trimestre, o patamar de vacância permanece baixo”, diz.

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No período, a gigante papeleira Klabin (KLBN4) se mudou da área mais nova da Faria Lima para a mais antiga, mostra o levantamento.

Já a Netflix se mudou para um prédio monousuário no Itaim. No Birmann 32 - conhecido como o “prédio da baleia” -, houve a saída do Banco Master no trimestre passado, mas Matsuyama destaca que a maior parte do bloco deixado já está ocupada.

“Isso demonstra que, de fato, não há um esvaziamento do interesse pela região”, diz.

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Embora o setor financeiro seja o principal responsável pelo volume de ocupação na região, a diversificação tem mitigado riscos, aponta a JLL. A pulverização entre múltiplos setores como jurídico, tecnologia, consultoria e imobiliário reduz a dependência de ciclos econômicos específicos.

O estudo mostra que a chamada Nova Faria Lima atrai corporações globais de tecnologia, enquanto a parte tradicional mantém uma forte presença de serviços financeiros e jurídicos.

‘Novo normal’

Matsuyama afirma que, desde a pandemia, os complexos de escritórios novos se tornaram mais completos para o ocupante, com ainda mais opções de comércio e serviços, o que tem sido importante para a retenção ou decisão de locação do inquilino final.

“Temos visto os complexos se adequando, trazendo novos eventos, restaurantes e serviços, o que também tem sido uma preocupação nos complexos menores.

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Embora os novos espaços sejam mais limitados especialmente na Faria Lima, as necessidades são as mesmas. “Independentemente do tamanho, os complexos de escritórios vão buscar uma forma de oferecer diferentes experiências, nem que seja um cantinho com uma bicicleta com café e doces”, diz.

Segundo a executiva, para muitas empresas, hoje, o tamanho do escritório já não comporta o número de funcionários. “No real estate corporativo, de cada cinco expressões, três são intensificação do presencial.”

Para estas empresas que buscam mais espaço, mas não podem pagar mais para se instalar ou se manter na Faria Lima, há alternativas em regiões adjacentes, como a Rebouças.

O novo estoque do “condado” existe, mas de maneira limitada. “Grande parte dos lançamentos já deve chegar pré-locado”, diz Matsuyama.

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