Entregas da Porsche caem com desaceleração dos elétricos e têm maior queda desde 2009

Resultado também foi puxado por fraca demanda na China, além de gargalos de oferta em modelos a combustão e as tarifas dos EUA

A Porsche disse que “lacunas de fornecimento” para versões com motor de combustão também limitaram as vendas.
Por Monica Raymunt - Stefan Nicola
16 de Janeiro, 2026 | 08:41 AM

Bloomberg — As entregas da Porsche caíram 10% no ano passado, a queda mais acentuada desde 2009, quando a crise financeira global abalou os mercados, após a fraca demanda por veículos elétricos e uma queda na China.

A marca de luxo da Volkswagen entregou 279.449 veículos no ano passado, informou na sexta-feira, com a China e a Alemanha liderando as quedas nas vendas.

PUBLICIDADE

A Porsche disse que “lacunas de fornecimento” para versões com motor de combustão do carro esportivo 718 e do veículo utilitário esportivo Macan também limitaram as vendas.

Leia também: Por que a Porsche aumentou a aposta em elétricos no Brasil, segundo o CEO

A Porsche tem enfrentado uma série de desafios, incluindo a correção de um lançamento de veículos elétricos excessivamente ambicioso, que alterou os planos de modelos e pesou sobre as margens.

PUBLICIDADE

As tarifas nos EUA - que ultrapassaram a China como o mercado mais importante da Porsche - também pesaram sobre o lucro.

(Fonte: Porsche)

A empresa, que caiu do índice DAX da Alemanha, prometeu melhorias após um 2025 tórrido, quando voltou atrás em suas perspectivas quatro vezes.

A crise da Porsche chegou em um momento crítico para a controladora VW, que depende do lucro de suas marcas premium, incluindo a Audi.

PUBLICIDADE

Michael Leiters, ex-diretor executivo da McLaren Automotive assumiu o cargo em 1º de janeiro, encerrando a dupla função do CEO da VW, Oliver Blume.

Leia também: Porsche lança Cayenne elétrico de US$ 121 mil em meio a prejuízos e volta à combustão

Em outubro, o diretor financeiro Jochen Breckner disse que, embora 2025 fosse um ponto baixo, o retorno às margens de dois dígitos seria uma meta para os próximos anos após 2026.

Veja mais em bloomberg.com