Bloomberg — A Embraer tem como meta aumentar a produção de jatos comerciais no próximo ano, à medida que os preços mais altos de combustível, impulsionados pela guerra no Irã, elevam a demanda por aeronaves mais eficientes.
A empresa pretende entregar até 100 jatos comerciais em 2027, cerca de 20% a mais do que neste ano, disse o CEO Francisco Gomes Neto em entrevista à Bloomberg News em Nova York.
A fabricante brasileira mantém sua projeção de entregas de 85 jatos comerciais e entre 160 e 170 aeronaves executivas em 2026, mesmo com componentes como motores e partes da fuselagem ainda em escassez.
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A Embraer (EMBJ3) construiu seu negócio no mercado de jatos regionais, como a família E2 — com capacidade para entre 70 e 145 passageiros —, além de um portfólio de modelos de aviação executiva para até uma dúzia de passageiros.
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A empresa estuda agora como será seu portfólio de produtos no futuro, disse Gomes Neto, incluindo se deve construir um jato de fuselagem estreita maior, que competiria mais diretamente com os modelos mais vendidos da Airbus e da Boeing, o A320 e o 737.
A empresa também pode decidir desenvolver um novo jato executivo, disse o executivo.
“Não queremos fracassar como outras empresas fracassaram no passado, então não estamos nos pressionando”, disse Gomes Neto, acrescentando que a Embraer não lançará dois novos projetos simultaneamente.
Por ora, os jatos E2 permanecem centrais para a estratégia da fabricante de atingir US$ 10 bilhões em receita até 2030, ante US$ 7,5 bilhões em 2025.
Embora espere que os preços mais altos de combustível sustentem a demanda por aeronaves mais eficientes, Gomes Neto disse que a empresa ainda não registrou um aumento expressivo em novos pedidos.
A Embraer vê uma oportunidade de vender mais aviões na Índia e, em janeiro, anunciou um memorando de entendimento com o conglomerado do bilionário Gautam Adani para explorar a fabricação de jatos regionais no país.
Em fevereiro, a empresa anunciou também uma parceria com a Hindalco Industries para avaliar oportunidades de negócios na Índia.
Qualquer plano para instalar uma linha de montagem final na Índia dependeria de a empresa conseguir pedidos de pelo menos 200 aviões, disse Gomes Neto.
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