Bloomberg Línea — A Dasa (DASA3), dona dos laboratórios Delboni, Lavousier, Pasteur e Salomão Zoppi, entre outros, avalia de três a quatro regiões para a possível expansão do Alta Diagnósticos, em praças onde diz identificar demanda potencial e oferta limitada de serviços premium de medicina diagnóstica.
Em nota enviada à Bloomberg Línea, a companhia afirma que o número se refere a localidades sob análise e não corresponde necessariamente à quantidade de unidades que serão abertas. Atualmente a marca premium está presente em São Paulo e Rio de Janeiro.
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“Por questões de estratégia comercial, não divulgamos as localidades sob análise, nem cronogramas ou investimentos associados a potenciais expansões”, diz o texto da empresa.
Ainda segundo a nota, eventuais aberturas ocorrerão apenas em localidades com fundamentos sólidos e taxas de retorno atrativas, condicionadas ao resultado das análises em andamento.
O intervalo de três a quatro regiões em estudo veio a público em relatório do BofA (Bank of America) Global Research, que descreve a expansão do Alta como seletiva e integralmente autofinanciada, sem impacto na alavancagem.
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O documento, publicado em 23 de julho e assinado pelos analistas Flavio Yoshida e Mirela Oliveira, do Merrill Lynch no Brasil, mantém recomendação de compra e preço-alvo de R$ 5,00 para uma ação cotada a R$ 2,85 na data da publicação.
O relatório resultou de reunião do banco com Rafael Bossolani, CFO da Dasa, Lício Cintra, CEO da Rede Américas, Vivianne Valente, CFO da joint venture, e a equipe de RI (relações com investidores).
Segundo o texto, foi a primeira conversa de Cintra com investidores desde que assumiu o cargo.
Sobre o negócio de diagnósticos, os analistas escrevem que a administração da Dasa vê espaço para elevar margem por ocupação, produtividade e otimização de processos, com meta de fechar diferença de cerca de 300 pontos-base ante o principal concorrente, identificado nas conclusões do documento como o Fleury (FLRY3).
A concentração de clientes aparece como atributo estrutural favorável. O banco registra que nenhum pagador responde por mais de 13% da receita e que o maior bloco vem do atendimento particular, o que classifica como um positivo estrutural.
Três alavancas de crescimento
Na Rede Américas, o relatório lista três alavancas de criação de valor. Na primeira, reprecificação, o documento atribui a Cintra a informação de que, antes da joint venture, os reajustes com operadoras rodavam entre 30% e 50% da inflação, em razão da alavancagem elevada, e passaram a dois dígitos depois da combinação de ativos, ainda abaixo dos pares.
Segundo os analistas, o executivo vê espaço para recuperação gradual por via negociada com as fontes pagadoras.
Na segunda (sinergias operacionais), os números apresentados na reunião indicam que a rede partiu de quatro sistemas hospitalares, mais de 15 versões, dois ERPs (sistemas integrados de gestão empresarial) e mais de 80 sistemas satélites, total já reduzido a menos de 50, com meta de um ERP e dois sistemas hospitalares até dezembro de 2027.
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Para os analistas, a simplificação é o principal marco operacional do grupo, com ganhos esperados em despesas administrativas, ciclo de receita e redução de glosas, termo usado no setor para os valores que as operadoras negam pagar ao prestador sob alegação de erro ou divergência de cobrança.
Na terceira, o documento aponta prioridade para São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, sem ancorar a expansão nos hospitais de margem mais alta, Samaritano e Nove de Julho, de modo a preservar portfólio em diferentes faixas de preço.
O relatório registra que Porto e Amil venderam cerca de 80% dos novos planos ancorados na Rede Américas, que a Amil representa aproximadamente 35% da receita total e que o grupo optou por manter posicionamento multioperadora.
As unidades HBA e AMO seguem geradoras de caixa, o que, na avaliação do banco, permite desinvestimento apenas em condições adequadas.
A meta de unificação de sistemas até dezembro de 2027, descrita no relatório como principal marco operacional do grupo, é o parâmetro datado mais claro para acompanhar o plano de sinergias. Sobre o Alta, a Dasa afirma não divulgar cronogramas.
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