Bloomberg — A CSN conseguiu apoio suficiente dos bondholders para levar adiante uma troca de dívida, obtendo novo alívio financeiro em meio às dificuldades para lidar com os elevados custos de financiamento.
Investidores ofereceram cerca de US$ 1 bilhão em títulos na troca de dívida realizada pela unidade CSN Inova Ventures, segundo documento apresentado nesta terça-feira (11). O montante representa 77,49% dos títulos em circulação da CSN Inova com cupom de 6,75% e vencimento em 2028, acima do mínimo de 70% exigido para a operação.
A CSN enfrenta pressão dos elevados custos de financiamento e de capital. As ações acumulam queda de quase 50% neste ano e atingiram o menor nível em mais de uma década após a Fitch Ratings rebaixar a nota de crédito da companhia para “CCC+”, mantendo-a sob observação para novos cortes. Os títulos com vencimento em 2028 oferecem rendimento superior a 20%.
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“A escolha era entre reestruturar agora e contabilizar uma perda enorme ou empurrar o problema para a frente e ver se as operações melhoram e os planos de monetização de ativos avançam”, disse Nicolas Giannone, da Balanz. “Entre reconhecer a perda e ter esperança, os detentores dos títulos escolheram a esperança.”
Os investidores receberão uma combinação de novos títulos com cupom de 11% e vencimento em 2030 e pagamento em dinheiro. Os novos papéis têm garantia da CSN. A liquidação da troca está prevista para 12 de agosto. A CSN Inova planeja emitir cerca de US$ 698,3 milhões em novos títulos e pagar aproximadamente US$ 255,7 milhões em dinheiro.
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A CSN também busca vender ativos, incluindo a divisão de cimento, para reduzir a dívida e fortalecer o balanço. Segundo o Valor, a chinesa Huaxin, a brasileira Polimix e um consórcio formado pela brasileira Votorantim e pela italiana Cementir apresentaram ofertas vinculantes pela CSN Cimentos.
A CSN divulga os resultados do segundo trimestre em 12 de agosto. A companhia afirmou no mês passado que espera prejuízo líquido de até R$ 1,4 bilhão (US$ 274 milhões) no primeiro semestre, além de dívida mais elevada e “aumento moderado” da alavancagem até 30 de junho.
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